Grey's Anatomy (Temporada 4)

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Grey's Anatomy (2005 – ?) é um dos mais bem-sucedidos dramas médicos da atualidade. Foi criada por Shonda Rhimes

Season 4Editar

A Change Is Gonna Come [4.1]Editar

[Meredith narrando]: Na prática da medicina, mudança é inevitável. Novas técnicas cirúrgicas são criadas, procedimento são atualizados, níveis de perícia aumentam. Inovação é tudo. Nada permanece o mesmo por muito tempo. Nós nos adaptamos a mudança, ou ficamos pra trás.

Cristina: [aos novos internos] Eu tenho cinco regras. Memorizem. Regra número um, não se incomodem com bajulação. Eu já odeio vocês, isso não vai mudar.
Izzie: Protocolos de trauma, listas telefônicas, bipes. As enfermeiras biparão vocês, irão responder a cada bipe já correndo. Correr. Essa é a regra número dois. [percebe que os internos não estão seguindo ela] Vocês deveriam estar me seguindo.
Alex: O primeiro turno começa agora e dura 36 horas. São internos, lixos, o nível mais baixo da cadeia cirúrgica. Fazem testes, tomam notas, trabalham cada noite até desmaiarem e não reclamam.
Meredith: Salas de esperas. Durmam quando puderem, onde puderem. Mas não com alguém. Não com atendentes, especialmente não com atendentes. Dormir com atendentes não é uma boa ideia. Onde eu estava?
George: É, regra número três: se estiverem dormindo, não se acordem a menos que o paciente esteja morrendo.
Cristina: É melhor que o moribundo não esteja morto quando eu chegar lá, porque vocês não só terão matado alguém, como terão me acordado sem um bom motivo. Estamos claros? [Lexie levanta a mão] Sim?
Lexie: São quatro regras. Você disse cinco.
Cristina: Regra número cinco. Quando eu mexo, vocês mexem. [pausa estranha sem ninguém se mover] Vão! [Os internos de Cristina se embaralham]

Meredith: Eu... hm...
Derek: Você não está pronta pra isso.
Meredith: Não.
Derek: Eu pedi demais.
Meredith: Acho que sim.
Derek: Então, é isso?
Meredith: Sim.
Derek: Estamos acabando?
Meredith: Estamos acabando.
Derek: [anda para Meredith] Estamos acabados.
Meredith: Acabou.
[começam a se beijar]
Derek: Beijo de despedida.
Meredith: Beijo de despedida.
Derek: [Remove sua jaqueta] E um pouco de sexo de despedida.
Meredith: É, sexo de despedida.

Mark: Estou disposto pra um drinque, sabe, se você precisar falar.
Derek: Do que eu precisaria falar?
Mark: Meredith. Você era sorte, cara. Aquela garota brincou com você.
Derek: Você não faz ideia do que está falando.
Mark: Ei, eu só... parece que você poderia usar um amigo agora.
Derek: A mãe de Meredith nunca a quis e o pai dela nunca foi homem o suficiente pra ficar por perto. Ela tem o direito de estar machucada e, nós, juntos? É um grande passo pra ela. A melhor amiga dela foi deixada no altar, e tudo o que ela vê agora é que coisas como essas não funcionam. Ela entra em pânico. Ela quer isso, mas não sabe como ter. E, sabe de uma coisa? Não é culpa dela. Então, nunca fale comigo sobre Meredith Grey de novo, porque você não sabe do que está falando. E eu não quero um amigo.

[Meredith narrando]: Mudança; não gostamos, tememos, mas não podemos impedir que aconteça. Nós nos adaptamos a mudança, ou ficamos pra trás. E dói crescer, qualquer um que diga que não dói, está mentindo. Mas aqui está a verdade: por mais que as coisas mudem, mais permanecem as mesmas. E, às vezes, ah, às vezes a mudança é boa. Às vezes a mudança é tudo.

Love/Addiction [4.2]Editar

Meredith narrando: No hospital, nós vemos vícios todos os dias. É chocante quantos tipos de vício existem. Seria fácil demais se fossem apenas drogas e bebidas e cigarros. Acho que a parte mais difícil de largar um hábito é querer larga-lo. Quer dizer, nos viciamos por um motivo, certo? Frequentemente, coisas que começam como uma parte normal da sua vida, em algum ponto cruzam a linha da obsessão, compulsão, e fogem do controle. É o barato que estamos procurando, o barato que faz todo o resto desaparecer.

Mark: Deixa eu adivinhar, você e Meredith voltaram e vocês ficaram acordados a noite toda dançando uma salsa horizontal.
Derek: Mambo. Mambo horizontal. Meredith e eu somos só amigos.
Mark: Amigos sexuais.
Derek: Você é tipo o pior e mais infantil ser humano que eu já conheci na minha vida.
Mark: Sabia que o primeiro passo para a recuperação é admitir que tem um problema?
Derek: Com quantas enfermeiras você dormiu nessa semana?
Mark: Isso não é um problema, cara. É uma aventura.

[Pager bipa]
Cristina: Carnificina na emergência. Meu dia está melhorando. [Cristina se afasta e volta pros seus internos] Sigam. [Internos correm pra segui-la]
Lexie: Não vamos pras rondas?
Cristina: Carnificina ganha de rondas, Três. Anote isso. Carnificina sempre ganha das rondas.

[Meredith narrando]: O problema dos vícios é que isso nunca acaba bem, porque eventualmente, o que quer que esteja nos dando o barato, para de fazer bem e começa a machucar. Mesmo assim, eles dizem que você não expulsa o hábito até ter atingido o fundo do poço, mas como saber quando chegou lá? Porque não importa o quanto uma coisa esteja nos machucando, às vezes deixar partir dói ainda mais.

Let the Truth Sting [4.3]Editar

[Meredith narrando]: Médicos dão aos pacientes um número de coisas. Damos a eles remédios, conselhos, e, na maioria das vezes, nossa completa atenção. Mas, de longe, a coisa mais difícil que podemos dar a um paciente é a verdade. A é verdade é difícil. A verdade é estranha, e, muitas vezes, a verdade dói. Quer dizer, as pessoas acham que querem a verdade, mas será que querem mesmo?

Cristina: Estou presa na Emergência com esses internos que não sabem nada. Eventualmente eu tiro uma folga.
Meredith: Cristina, vamos falar sobre isso algum dia? O negócio do Burke?
Cristina: Não sou Izzie. Não vou me deitar no chão do banheiro o dia todo. Vou deitar aqui... no balcão.
Meredith: Acho que você poderia fazer a hemiglossectomia.
Cristina: O quê?
Meredith: Faça a hemiglossectomia e eu fico na Emergência com seus internos.
Cristina: Tem certeza?
Meredith: Pegue a cirurgia. Fará você se sentir melhor e começar a recuperar a força. [Meredith sai]
Alex: Eu vi tudo, Yang. Pode parar de fingir.
Cristina: Não estou fingindo. Tô triste. Muito triste. [faz voz de criança] Eu tão triste.
Alex: Talvez eu devesse tentar.
Cristina: Ei, esquece. A tristeza é minha. Vá achar a sua própria emoção falsa.

[Meredith narrando]: A verdade é dolorosa. Lá no fundo, ninguém quer ouvi-la, especialmente quando tem a ver com a gente. Às vezes contamos a verdade porque ela é tudo que temos a oferecer. Às vezes contamos a verdade porque precisamos dizê-la em voz alta para realmente ouvirmos. E às vezes contamos a verdade porque simplesmente não conseguimos evitar. E, às vezes, nós a contamos, porque devemos a alguém pelo menos isso.

The Heart of the Matter [4.4]Editar

[Meredith narrando]: Na vida, só uma coisa é certa, além da morte e dos impostos: não importa o quanto tente, não importa o quanto suas intenções sejam boas, você vai cometer erros. Vai machucar pessoas. Vai se machucar. E, se você quiser se recuperar algum dia, há apenas uma coisa que pode dizer...

Cristina: Ah, ótimo. Estou presa na emergência protegendo os fissurados e membros de gangues dos meus internos idiotas enquanto você transa com McSonhos no elevador.
Meredith: Fissurados e membros de gangues no Seattle Grace, hein?
Cristina: Meu ponto é que eu odeio internos.
Meredith: Lexie não é tão ruim, é?
Cristina: Ah, não a odiamos mais?
Meredith: Ah, não, ainda odiamos a ideia dela. Só percebemos que não temos motivo pra odiar a pessoa de verdade.
Cristina: Ela é uma interna. Isso é motivo o suficiente.
Meredith: Ahhh, eu acho que você pode ser a nova Nazi.
Cristina: Pode apostar.

[Meredith narrando]: Perdoar e esquecer. É isso o que eles dizem. É um bom conselho, mas não muito prático. Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém no engana, queremos estar certos. Sem perdão, velhas rixas nunca são resolvidas. Velhas feridas nunca saram, e a maior esperança que podemos ter é que um dia teremos sorte o suficiente para esquecer.

Haunt You Every Day [4.5]Editar

[Meredith narrando]: Há um motivo para os cirurgiões aprenderem a empunhar um bisturi. Gostamos de fingir que somos cientistas duros e frios. Gostamos de fingir que não temos medo. Mas a verdade é que viramos cirurgiões porque em algum lugar, lá no fundo, achamos que podemos cortar fora o que nos assombra. Fraqueza, fragilidade, morte.

Izzie: [Meredith está colocando o conteúdo de uma urna num saco plástico] O que é isso?
Meredith: Minha mãe.
Alex: Feliz Dia das Bruxas.

Cristina: [sobre um saco de cinzas] O que estamos olhando?
Izzie: Meredith colocou a mãe dela num saco e trouxe pro trabalho.
Meredith: Eu tinha que tirá-la do meu armário, ela estava me assombrando.
Alex: Agora está assombrando a nós todos.

Callie: Você deveria direcionar suas perguntas a Dra. Bailey, Stevens.
Cristina: Ah, estamos direcionando nossas perguntas a Dra. Bailey?
Callie: Ah, vocês não, só Stevens.
Bailey: Por que Stevens está direcionando suas perguntas a Dra. Bailey?
Callie: Porque ela esteve dormindo com meu marido. Tudo bem? Tenha um bom dia.
Cristina: Isso é mais perturbador do que um saco cheio de Mamãe.

[Meredith narrando]: Não são apenas os cirurgiões. A verdade é que eu não conheço ninguém que não seja assombrado por algo ou alguém. E quer tentemos cortar a dor com um bisturi ou enterrar no fundo do armário- nossos esforços geralmente falham. Então, o único jeito que temos de limpar as teias de aranha é virando a página ou colocando as velhas histórias pra, finalmente, finalmente descansar.

Kung Fu Fighting [4.6]Editar

[Meredith narrando]: Tem isso sobre ser cirurgião. Talvez seja o orgulho ou talvez seja apenas sobre ser duro. Mas, um verdadeiro cirurgião nunca admite que precisa de ajuda até que seja absolutamente necessário. Cirurgiões não precisam pedir ajuda, porque são durões. Cirurgiões são cowboys. Casca grossa. Radicais. Pelo menos é isso que eles querem que você ache.

Mark: Dra. Hahn, ouvi um boato maluco a seu respeito.
Erica: Que vou fazer uma cirurgia com coração aberto num homem acordado?
Mark: Esse é o boato.
Erica: Essa é a verdade.
Derek: Bom, eu faço cirurgias no cérebro com pacientes acordados o tempo todo.
Mark e Erica: Não é a mesma coisa.
Mark: Você já ouviu falar numa noite de cavalheiros?
Erica: Como assim?
Derek: O chefe está dando uma noite dos cavalheiros.
Mark: Estamos quase certos que não envolve pornô, mas, você sabe, queremos ter certeza.
Derek: Certo.
Erica: Vocês são um casal?
[Derek e Mark morrem de rir]
Derek e Mark: Não.
Erica: Só perguntando. [se afasta]
Derek: Por que ela perguntaria isso?
Mark: Não sei.

Meredith: Lembra quando eu estava morta? Antes de eu entrar na água, tudo estava tão... complicado. Difícil. E aí você me tirou da água... e eu voltei a vida. Por um momento, tudo estava tão claro. Como se a água tivesse deixado tudo mais limpo. Você se lembra disso?
Derek: Lembro.
Meredith : Eu também.

[Meredith narrando]: Lá no fundo, todo mundo quer acreditar que podem ser radicais. Mas, ser radical não é só ser duro – é sobre aceitar. Às vezes, você tem que dar a si mesmo permissão para não ser radical uma vez. Você não tem que ser duro cada minuto do dia. Tudo bem abaixar a guarda. Na verdade, há momentos em que isso é a melhor coisa a se fazer. Desde que você escolha seus momentos com sabedoria.

Physical Attraction...Chemical Reaction [4.7]Editar

[Meredith narrando]: Antes de sermos médicos, nós éramos estudantes de medicina. O que significa que passamos muito tempo estudando química. Química orgânica, bioquímica, apendemos tudo. Mas, quando falamos sobre química humana, só uma coisa importa: ou temos, ou não.

George: É horrível. O sexo. Com Izzie... [sussurra] Horrível. É como se ela estivesse tentando demais. É... você já viu pornô? Não que Izzie seja como pornô; ela é um anjo, mas é como se ela estivesse tentando... encarnar uma estrela pornô. Ela fica tentando ser indecente e sexy, o que parece ótimo, certo? Mas, na verdade, eu quero dizer: “Izzie, não é porque você pode fazer isso com suas pernas que você deva fazer”.
Meredith: Hm... eu quero correr.
George: Corra, corra... corra agora!

Izzie: Eu amo o George.
Meredith: Ai, deusa...
Izzie: Amo, eu o amo. E estou bem feliz porque ele é gentil e inteligente e, hm, doce e sexy. Ele é perfeito, perfeito, exceto pelo fato de que ele beija como uma galinha. Sabe, uma galinha ciscando o chão atrás de comida, bicando, bicando e bicando. E quando ele fica me bicando assim, eu esqueço que o amo, esqueço que ele é gentil e doce e sexy e só quero gritar: “para de me bicar!” Ele bicava você como uma galinha, Mer?
[Cristina entra na sala dos residentes, onde Meredith e Izzie conversam]
Cristina: Dia.
Meredith: [vê ela] Cristina precisa de mim.

Lexie: Não estou perseguindo você. Eu só... odeio maçãs. Odeio. Acho que não mereciam ser chamadas de frutas. Essa é uma. E... e duas: sei desenhar muito, muito bem numa lousa mágica. Tipo, bem mesmo, eu poderia ser uma profissional se, sabe, se essa profissão existisse. Eu toco trombone... mal. Hm, gosto de matemática. E notei que você faz essa coisa com as mãos quando está tentando explicar algo, tipo... tipo... tipo assim. E eu sei que isso é sobre você, mas eu... eu faço isso também. Então, também é sobre mim. E, portanto, são cinco. Cinco coisas que espero tornarão um pouco mais difícil pra você me odiar.

[Meredith narrando]: Química: ou você tem, ou não.

Forever Young [4.8]Editar

[Meredith narrando]: Chega um tempo na sua vida em que você é, oficialmente, adulto. De repente, você tem idade o suficiente pra votar, beber, e fazer outras atividades adultas. De repente, as pessoas esperam que você seja responsável, sério... um adulto. Ficamos mais altos, mais velhos. Mas, nós realmente crescemos?

Meredith: Seu pai esteve no PS hoje.
Lexie: Eu sei.
Meredith: Então, sabe que estava bêbado e bateu a mão contra uma janela?
Lexie: Sim, mais alguma coisa?
Meredith: Eu sei que era aniversário de Susan e tenho certeza que foi um dia difícil pra vocês dois. E ele não foi realmente um problema, ele até foi charmoso. Mas, ele pareceu muito triste e eu odiaria ver isso acontecer de novo, então, talvez você devesse cuidar melhor dele.
Lexie: Todo dia é aniversário da minha mãe. Ela nasceu em Março. Ele mentiu. Ele é mentiroso. E estou contente. Sério, estou contente que você o achou charmoso. Tenho certeza que ele foi maravilhoso. Ele é um amor depois de cinco drinques, mas não muito depois de nove; ele fica um pouco choroso e malvado. Ele é um bêbado, Meredith. Ele provavelmente disse o quão incrível você é. O quanto ele está triste por não poder passar mais tempo com você. Sabe, ontem ele me disse que eu era a filha preferida dele. No dia anterior, eu era uma vadia ingrata. Semana passada, ele me escreveu um cheque de 200 mil dólares porque ele disse que eu merecia tudo que a vida tinha a oferecer, porque ele tinha muito orgulho de mim, uma vida inteira de orgulho. Então, obrigada por me informar que eu preciso cuidar melhor dele. Obrigada.

[Meredith narrando]: De algumas formas, nós crescemos. Temos família, nos casamos, nos divorciamos. Mas, na maioria das vezes, ainda temos os mesmos problemas de quando tínhamos quinze anos. Não importa o quanto cresçamos, envelhecemos, ainda estamos sempre tropeçando, sempre questionando, sempre... novos.

Crash Into Me, Part One [4.9]Editar

[Meredith narrando]: Entramos na medicina porque queremos salvar vidas. Entramos na medicina porque queremos fazer o bem. Entramos na medicina pela correria... pelo barato... pela viagem. Mas, do que nos lembramos na maioria dos finais dos dias são das perdas. O que reprisamos quando deitamos, acordados, de noite é a dor que causamos ou não conseguimos curar. As vidas que arruinamos ou falhamos em salvar. Então, a experiência de praticar medicina raramente faz jus ao objetivo. A experiência, muitas vezes, vira de cabeça pra baixo e pelo avesso.

[Dra.Hahn elogia as habilidades de Mark e ele lhe conta a história do seu mentor morto, que foi como um pai pra ele]
Hahn: O quê, estamos em um encontro? Eu estava elogiando sua habilidade cirúrgica, Dr. Sloan. Não olhando através da sua alma ferida..

Crash Into Me, Part Two[4.10]Editar

[Meredith narrando]: No final das contas, praticar medicina assemelha-se muito pouco com a nossa fantasia. Fazemos medicina porque queremos salvar vidas. Fazemos medicina porque queremos fazer o bem. Fazemos medicina pela correria, pelo barato, pela viagem. Mas, do que mais lembramos no fim da maioria dos dias são das perdas. O que remoemos de noite, quando não conseguimos dormir, são as perdas que causamos, as doenças que não curamos, as vidas que falhamos em salvar. No final das contas, a realidade não é nada como esperamos. A realidade, no fim do dia, vira de cabeça pra baixo e pelo avesso.

George: Bom, Dra. Bailey salvou sua vida hoje. Uma mulher negra salvou sua vida com um grande custo pessoal. Então, talvez na próxima vez que estiver olhando pra sua tatuagem e pensar em como esses homens brancos são melhores que todo o resto, você devesse pensar sobre isso. Porque, cá entre nós, se eu estivesse sozinho naquela SO, você provavelmente estaria morto agora. E, como estamos compartilhando nossas crenças, eu acredito que se você estivesse morto, o mundo seria um lugar muito melhor.

Meredith: [para Derek] Não quero que você namore outras pessoas. Talvez eu não seja suficiente pra você, mas estou tentando aqui, então não quero que você namore ninguém além de mim. É isso. Só que eu tenho muito medo de querer você. Mas, aqui estou eu, querendo você de qualquer jeito. E só se tem medo quando se tem algo a perder, certo? E não quero perder você.

Cristina: Você fez um bom trabalho hoje. Não foi fácil. O que você fez não foi fácil, foi corajoso.
Lexie: Nós o matamos. O hospital, Sloan, nós. Nós não estávamos preparados.
Cristina: É... é, isso acontece às vezes.
Lexie: Isso... você faz ideia do quão controverso isso é?
Cristina: Nós ajudamos mais do que machucamos.

[Meredith narrando]: Em alguns dias, o mundo todo parece de cabeça pra baixo. E aí, de repente, de um jeito improvável, e quando menos esperamos, o mundo se endireita de novo.

Lay Your Hands on Me [4.11]Editar

[Bailey narrando]: No começo, Deus criou o céu e a terra. Pelo menos é isso o que dizem. Ele criou os pássaros do ar, e os animais selvagens da terra. E Deus olhou sua criação e viu que tudo era bom. Aí, Deus criou o homem e desde então tudo tem sido um desastre. A história continua e diz que Deus criou o homem à sua própria imagem, mas não há muita prova disso. Afinal de contas, Deus criou o sol, a lua e as estrelas, e tudo o que o homem cria são problemas. E quando o homem se encontra em encrenca, o que acontece quase sempre, ele apela para algo maior do que si mesmo. Como amor, fé ou religião para dar sentido as coisas. Mas, para um cirurgião, a única coisa que faz algum sentido é a medicina.

Lexie: Cadê sua namorada?
Alex: De volta ao marido, eu acho. E eu não tenho namorada.
Lexie: Ou consciência, aparentemente.

Meredith: Há cerca de cem degraus entre onde estamos e nossa casa dos sonhos. Serão degraus divertidos. Serão degraus sexys. E tentarem não cairmos neles juntos. Certo?

Hahn: Agora, você quer que eu fique aqui falando com você ou quer que eu tente salvar a vida do seu bebê?

[Bailey narrando]: Como médicos, sabemos mais sobre o corpo humano agora do que em qualquer ponto da nossa história. Mas, o milagre da vida em si; o porquê das pessoas viverem e morrerem, o porquê delas machucarem e se machucarem ainda é um mistério. Queremos saber o motivo, o segredo, a resposta no final do livro... porque o pensamento de estarmos completamente sozinhos aqui embaixo é demais para nós suportarmos. Mas, no fim do dia, o fato de estarmos lá uns pros outros, apesar de nossas diferenças, não importa no que acreditamos, é motivo suficiente pra continuar acreditando.

Where the Wild Things Are [4.12]Editar

[Meredith narrando]: Gostamos de pensar que somos seres racionais; humanos, conscientes, civilizados, pensantes. Mas, quando as coisas saem dos trilhos, mesmo que um pouco, fica claro que não somos melhores que animais. Nós temos dedões opostos, pensamos, andamos eretos, falamos, sonhamos, mas lá no fundo, ainda estamos engatinhando na pré-história. Mordendo, agarrando, arranhando, tentando criar uma existência num mundo frio e escuro, como o resto dos sapos e das preguiças.

Bailey: Achei que tinha me dito pra manter os animais sob controle.
Webber: De tempos em tempo, eu gosto de ir ao zoológico.

Webber: A competição é uma briga de leões. Portanto, erga a cabeça, aprume os ombros, e ande com orgulho. Rebole, até. Não lamba suas feridas, celebre-as. As cicatrizes que você tem são as marcas de um guerreiro. Você esteve em uma briga de leões, Stevens. Não é porque não ganhou que quer dizer que você não sabe rugir.

[Meredith narrando]: Há um pequeno animal dentro de nós e talvez isso seja algo para celebrar. Nosso instinto animal é o que nos faz procurar conforto, calor, um bando pra andar junto. Talvez nos sintamos engaiolados ou imobilizados, mas como humanos nós podemos achar caminhos de nos sentirmos livres. Somos os guardas uns dos outros, somos os guardiões da nossa própria humanidade e mesmo que tenha uma fera dentro de todos nós, o que nos diferencia dos animais é que podemos pensar, sentir, sonhar e amar. E, contra todas as probabilidades, contra todos os instintos, nos envolvemos.

Piece of My Heart [4.13]Editar

[Meredith narrando]: Ótimos cirurgiões não são feitos, eles nascem. É preciso gestação, incubação, sacrifício. Muito sacrifício. Mas, depois que todo sangue e aquelas coisas viscosas são lavados, aquele cirurgião que você se torna? Vale totalmente a pena.

Callie: Alguém já pensou que vocês eram um casal?
Meredith: Não, porque trepamos com garotos feito vadias de porre.
Cristina: E depois tentamos casar com eles ou nos afogar.

Meredith: Ei, já está indo?
Addison: Tenho que pegar um avião... eu ando na praia agora, compro velas aromatizantes. Sou bem zem, mas quero tanto dar uma surra em você agora que está me matando.
Meredith: Como é?
Addison: Estou falando sobre Derek. Derek Christopher Shepherd. E você está deixando ele escapar? Porque eu juro pela deusa, Meredith, que se você deixá-lo desaparecer no pôr-do-sol com aquela moça de olhar doce... [vai embora]

[Meredith narrando]: Dar à luz pode ser muito intenso e mágico e tal, mas o ato em si não é exatamente prazeroso. Mas, é também o começo de algo incrível, algo novo, algo imprevisível, algo verdadeiro, algo que vale a pena viver, algo que vale a pena perder, algo que mudará sua vida pra sempre.

The Becoming [4.14]Editar

[Meredith narrando]: Há uma pessoa na minha cabeça. Ela é brilhante. Capaz. Ela pode fazer tubos peitorais e craniotomias, ela pode lidar com códigos sem surtar. Ela é uma cirurgiã muito boa. Talvez até uma ótima cirurgiã. Ela sou eu. Só que muito melhor.

Bailey: Só queria entregar o formulário eu mesma, e responder qualquer pergunta que possa ter.
Webber: Há internos nesse formulário.
Bailey: Aham. Preciso da energia dos jovens. Dr. Shepherd foi só um momento de fraqueza pra nós dois.
Webber: Dr. Sloan?
Bailey: Ah, foram muitos momentos. Salas de esperas. Muito, muito sensual.
Adele: Hmmmm, McFumegante.
Webber: Tudo bem, Dra. Bailey, entendi a piada.
Bailey: Tá vendo? Isso é uma piada pra você. Eu sou uma mulher solteira. Já estou solteira há um tempo agora, mas a simples ideia de que eu pudesse ter um encontro sexual [ela olha para os membros do conselho do outro lado da mesa], um encontro sexual consensual, é uma piada pra você!
Webber: Dra. Bailey, eu...
Bailey: Ao ponto de ter me escolhido, nesse hospital inteiro, como a única pessoa que não poderia atrair alguém do sexo oposto. Isso... isso... isso é...
Adele: É assédio..
Webber: A..Adele!
[Bailey bate no ombro do Chefe]
Bailey: O senhor devia ter vergonha! Vergonha!!

Bailey: [para todas as enfermeiras que boicotaram as cirurgias de Mark] Agora, certo, eu não tenho autoridade aqui, mas gostaria de dar minha opinião sobre Dr. Sloan.
Mark: [sussurra pra ela] Você está indo ótima.
Miranda: Esse homem é um galinha, sempre foi galinha, provavelmente sempre será galinha. Mas, quer dizer, isso não é segredo. Ele não está escondendo. Vocês sabiam quem ele era antes de se envolverem com ele. E agora ficam aí, todas “Pobre de mim, ele não me ligou de volta, está namorando outras” Ele é nojento, mas é um médico aqui e muito bom. Então, vamos todas fechar nossas pernas e voltar aos nossos trabalhos pra que ele possa voltar ao seu trabalho e ajudar as pessoas que realmente precisam.

Mark: A médica mais refinada e profissional desse hospital veio em minha defesa essa noite. O melhor que ela conseguiu foi “ele é um galinha” " [olha pra Derek aflito] Sou um galinha.
Derek: Dormi com ela [Rose]. E durante o tempo todo, estava pensando em Meredith. Então, quem é o maior galinha?

[Meredith narrando]: Foi um bom dia. Talvez até um ótimo dia. Eu fui uma boa médica, mesmo quando ficou difícil, eu fui a “eu” da minha cabeça. Houve um momento em que pensei que não conseguiria fazer isso sozinha. Mas, fechei meus olhos e me imaginei fazendo isso, e eu fiz, eu bloqueei o medo, e eu consegui.

Losing My Mind [4.15]Editar

[Meredith narrando]: O problema em ser um residente é que você se sente louco o tempo todo. Você não dorme há anos. Você passa todos os dias com pessoas com enormes crises. Você perde a habilidade de julgar o que é normal, em você próprio ou em qualquer outro. E, mesmo assim, as pessoas estão constantemente perguntando a você como eles estão. Como diabos você deveria saber? Você nem sabe como você está indo.

Dr. Wyatt: Sua vida não estava dando certo quando deixou ela escapar?
Meredith: Okay, quando vamos parar de sugerir que eu sou suicida?
Dr. Wyatt: Quando você começar a agir como alguém que quer viver.
Meredith: Me dá o meu prontuário.
Dr. Wyatt: Por que?
Meredith: Porque não sou suicida, e se aí diz isso, então está errado.
Dr. Wyatt: O que aconteceu ano passado, quando caiu na água?
Meredith: Quase me afoguei. Acha que eu fiz aquilo por brincadeira?
Dr. Wyatt: Você colocou sua mão na cavidade de um corpo que continha um explosivo.
Meredith: Estava tentando salvar um paciente!
Dr. Wyatt: Por que todas as outras pessoas da sala tiveram o senso de sair de lá? Sabe, as pessoas fogem dessa linha entre vida e morte. Você parece querer ficar em cima dela e esperar que um vento forte varra você prum lado ou pro outro. Você é descuidada com sua vida. Não está cortando os pulsos, mas é descuidada. Provavelmente porque sua mãe disse que você era um desperdício de espaço nesse planeta. O problema é que você acreditou nela. E se não tomar cuidado, qualquer dia desses você vai morrer por causa disso.
Meredith: Me dê meu prontuário. Agora! E nunca mais fale sobre minha mãe de novo.

Lexie: Não sei como você levanta de manhã. Honestamente, não sei. Nosso pai abandonou você. E sua mãe, em todos os níveis, foi a pior pessoa do mundo e você não consegue deixar Derek te amar e isso é muito, muito ruim. Mas desde que eu soube que você existia eu tinha essa fantasia sobre minha irmã mais velha e você falhou, em cada ocasião, em realizar essa fantasia. Mas eu ainda amo você, quer você seja capaz de me deixar ou não. Então, eu te perdoo.. [sai do banheiro]
Dr. Wyatt: [sai da cabine do banheiro] Às duas horas está bom pra você?
Meredith: É, tá bom.

Meredith:[entra no consultório da Dra. Wyatt e senta] Minha mãe tentou se matar, depois que o amor da vida dela desapareceu. Nunca disse isso a ninguém antes. Então, você acha que estou quebrada? Me arrume! Porque eu não desisto. Vamos lá!

[Meredith narrando]: Não questione o porquê das pessoas ficarem loucas. Questione o porquê de elas não ficarem. Diante de tudo que podemos perder em um dia, em um instante, questione o que é que nos faz segurar tudo junto.

Freedom [4.16-17]Editar

Mark: Tentei mudar, virar uma folha nova. Mas a folha não está virando.
Webber: Vpcê não estava pronto pra mudar. E tudo bem. Adele queria que eu mudasse, me aposentasse. Bem, ainda sou o chefe e nesse fim de semana, vou me mudar de volta pra casa.
Derek: Adele sabe disso?
Webber: Ela vai ficar bem. Ela estava errada, e eu certo. E agora nós-
Mark: Transar feito coelhos. [murmura pra si mesmo] Não consigo mudar. Não consigo mudar. Eu não consigo mudar.
Webber: Seja quem você é. Eu sou quem eu sou. Um homem.
Mark: Um homem. [Derek balança a cabeça divertido] Tenho um jeito de ser. Sou um homem que é quem ele é. Tenho o direito de ser esse homem.
Derek: [balança a cabeça] Tsc. Vou nem falar nada. Sem julgamentos. [olha pra Mark] O homem que você é: você dormiu com minha mulher. [olha pra Richard] E você: você está na minha terra há seis meses. Mas não faço julgamentos.

[Meredith e Derek estão se preparando]
Meredith: Nervoso?
Derek: Tenho meu ego pra me manter aquecido.
Meredith: Não consegue sentir?
Derek: O quê?
Meredith: A magnitude de salvar vidas.
Derek: Quando se tornou otimista?

Webber: Yang voou sozinha, e você deveria estar celebrando porque isso significa que está fazendo seu trabalho. Ensinando como salvar uma vida. Residentes são como filhotes: ávidos e entusiasmados. E você precisa aprender como ensinar sem esmagar seus espíritos. Agora, se quer trabalhar aqui com meus residentes, então precisa fazer melhor. Você precisa ser uma professora melhor.

[Meredith criou o esboço de uma casa com velas]
Meredith: Burra, piegas, idiota. Não acredito que fiz isso. Babaca, filho de uma... poderia estar em casa ao invés de... homem de cérebro idiota...
[Derek chega]
Derek: Meredith....
Meredith: Onde você estava?! Fiquei esperando horas por você! E fiz essa coisa idiota, vergonhosa, humilhante e piegas. E eu ia dizer a você que isso aqui é nossa cozinha, e aqui é a nossa sala de estar, e aqui é o quarto onde nossos filhos poderiam brincar. Eu tinha todo esse discurso, tipo “vou construir uma casa pra gente”, mas não sei construir casas. Sou uma cirurgiã! E agora, estou aqui me sentindo como uma perdedora idiota. Fiquei toda saudável e curada e você não aparece. E agora está tudo arruinado porque você demorou demais pra vir pra casa! E eu nem consegui achar aquela garrafa de champanhe.
[Derek levanta a garrafa, mostra a ela e sorri]
Derek: Essa é a cozinha? Sala de estar? – um pouco pequenos. Acho a vista muito melhor daqui. E é aqui que as crianças vão brincar? Onde está nosso quarto?
Meredith: Ainda estou brava com você e não sei se confio em você. Quero confiar, mas não sei se confio. Então, eu só vou tentar. Vou tentar e confiar. Porque eu acredito que podemos ser extraordinários juntos do que ordinários separados e eu quero ser...[eles se beijam]
Derek: Tenho que ir.
Meredith: O quê?
Derek: Pra poder beijar você do jeito que eu quero e pra poder fazer mais do que beijar você, eu preciso falar com Rose. Quero minha consciência tranquila pra poder fazer mais do que beijá-la. Fique aqui, não se mexa, espere por mim.

Adele: Richard?
Webber: Quero voltar pra casa.
Adele: Richard...
Webber: Sou um bom homem. Eu sou um bom homem. Passei meus dias sendo um homem bom pro hospital, pros meus residentes, pros meus pacientes. Sou um bom homem que cometeu um erro com uma mulher há 20 anos. E ainda sou um homem bom pra todo mundo, exceto você. Eu sei disso. Acha que não sei? Mas eu sou um homem bom. E sou seu marido. E eu amo você. E agora não estou pedindo a você pra voltar pra casa. Estou dizendo a você. Sou seu marido. E quero voltar pra casa pra minha esposa.
[Richard para por um momento, com um senso de resignação começa a virar]
Adele: Sabe... já não era tempo.
[se beijam]

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