Grey's Anatomy (Temporada 3)

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Grey's Anatomy (2005 – ?) é um dos mais bem-sucedidos dramas médicos da atualidade. Foi criada por Shonda Rhimes

Temporada 3

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Time Has Come Today [3.1]

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[Meredith narrando]: Na Sala de Operação, o tempo perde todo o significado. No meio das suturas e vidas sendo salvas... o relógio para de importar. 15 minutos, 15 horas – dentro da SO, os melhores cirurgiões fazem o tempo voar. Fora da SO, no entanto, o tempo tem prazer de nos chutar por trás. Até mesmo para os mais fortes de nós, ele parece ter truques. Diminuindo... pairando... até que congela. Nos deixando presos em um momento – sem conseguirmos nos mover em uma direção ou outra.

Meredith: [para, olha ao redor] Por que estão todos me olhando?
Cristina: Bem, esse território é familiar pra você.
Meredith: Não há nada familiar aqui! “In-familiar”! Denny morrey. O homem que ela ama, morreu.
Cristina: É, mas você é toda escura e bagunçada por dentro.
Meredith: Eu não sou escura e bagunçada!
Cristina: É, sim. Com todo o negócio do Alzheimer e o pai que você não fala.
Alex: E o lance da tequila e dos homens inapropriados.
George: É escura e bagunçada por dentro, Meredith, e agora a Izzie está do mesmo jeito.
Meredith: Então virei a Presidentes das Pessoas com Vidas de Bosta?
George: Sério, precisamos fazer alguma coisa. Alguém tem que entrar aí.
[todos olham pra Meredith]

Izzie: Me sinto como se estivesse me movendo em câmera lenta. Como se estivesse me movendo em câmera lenta e tudo ao meu redor está indo rápido demais e só quero voltar pra quando tudo era normal. Quando eu não era a “coitada da Izzie” deitada no chão do banheiro vestida com seu vestido de formatura e seu noivo morto. Mas eu sou. Então, não consigo. E eu estou emperrada. E tem toda essa pressão porque todo mundo está pairando por perto, esperando que eu faça alguma coisa. Ou diga alguma coisa, ou fique brava, ou grite e chore um pouco mais e fico mais do que feliz de fazer o papel. Fico feliz em dizer as minhas linhas e fazer o que quer que seja que eu deva fazer se isso vai deixar os outros mais confortáveis. Mas eu não sei como fazer isso. Eu não como ser essa pessoa. Eu não – eu não sei quem é essa pessoa.

Derek: [para Meredith] Estou apaixonado por você. Sempre estive. Estou um pouco atrasado- sei que estou um pouco atrasado para dizer isso. Eu só, eu só quero que você tome seu tempo. Tome o tempo que precisar porque você tem uma escolha a fazer. E quando eu tive uma escolha a fazer... escolhi errado.

[Meredith narrando]: O tempo voa. O tempo não espera por ninguém. O tempo cura todas as feridas. Tudo o que queremos é mais tempo. Temo de levantar. Tempo de crescer. Tempo de deixar ir. Tempo.

I am a Tree [3.2]

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[Meredith narrando]: A qualquer momento, o cérebro tem 14 bilhões de neurônios circulando à velocidade de 725km/h. Não temos controle sobre a maioria deles. Quando sentimos frio, ficamos arrepiados. Quando nos entusiasmamos, adrenalina. O corpo segue seus impulsos naturalmente, o que em parte é o que torna tão difícil controlarmos os nossos. Claro que às vezes temos impulsos que preferimos não controlar, mas mais tarde gostaríamos que tivéssemos.

Cristina: Benjamin O'Leary, 32, está aqui pra remover um tumor no cérebro que está pressionando o lobo temporal frontal. Está claramente afetando seu controle de impulsos.
Benjamin: Faz eu dizer tudo o que penso. O que aparentemente é irritante. Essa médica parece irritada. Embora seja difícil dizer, porque ela sempre tem esse olhar tenso na cara. Estou irritando você?
Cristina: Tudo bem.
Ruthie: Não pode dizer que está tudo. Ele não entende sarcasmo ou ironia. Se ele estiver irritando você, tem que dizer.
Benjamin: Talvez eu não a esteja irritando, Ruthie.
Cristina: Não, você está.
Bailey: Doutora Yang!
Cristina: Ele perguntou!
Derek: Okay Benjamin, Dra. Yang, por mais que pareça tensa e irritada, irá preprará-lo para sua cirurgia hoje. Tem alguma pergunta pra mim?
Benjamin: [sobre Meredith] Aquela loirinha é sua namorada? Porque do jeito que fica olhando pra ela, você poderia simplesmente montar nela aqui e agora. [Derek e os internos tentam não rir.] Sinto muito, fui grosso?

Bailey: Dra. Montgomery-Shepherd está doente hoje, então você pode cobrir a triagem ou pode... podem me dizer de quem é a maldita calcinha que está no quadro de avisos!
Cristina: [sussurra para Meredith] É sua?
Bailey: Isso é um hospital. Pessoas, trabalho sério acontece aqui. Salvamos vidas! [internos riem] Oh, algo engraçado? De quem é?
Meredith: Isso é ruim. Isso não é bom.
Cristina: É melhor se entregar. Ela acha que é minha!
Bailey: É, eu sei que é de uma de vocês. É sempre uma das minhas. Sempre! Então, me digam. Qual de vocês deixou sua maldita calcinha no meu centro cirurgico?

[Meredith narrando]: O corpo é escravo dos impulsos. Mas o que nos torna humanos é o que conseguimos controlar. Depois da tempestade, depois da corrida, depois que o calor do momento passa, nós podemos relaxar e limpar a bagunça que fizemos. Podemos tentar esquecer o que houve. E aí, de novo...

Sometimes a Fantasy [3.3]

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[Meredith narrando]: Cirurgiões geralmente fantasiam com cirurgias aventureiras e improváveis. Alguém desmaia em um restaurante, temos que abri-lo com uma faca de manteiga, substituir uma válvula com um pedaço oco de cenoura – mas de vez em quando, outro tipo de fantasia chega. A maioria de nossas fantasias se dissolve quando acordamos, são banidas para o fundo das nossas mentes, mas às vezes temos certeza de que se tentarmos de novo, poderemos viver o sonho.

[Meredith narrando]: A fantasia é simples. O prazer é bom, e duplicado é ainda melhor. A dor é ruim, e nenhum dor é melhor. Mas a realidade é diferente. A realidade é que a dor está lá pra nos dizer algo, e só podemos aguentar algum prazer sem sentir dor de barriga. E talvez, tudo bem. Talvez algumas fantasias devam existir apenas em nossos sonhos.

What I Am [3.4]

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[Meredith narrando]: Em algum ponto durante a residência cirúrgica, a maioria dos internos adquirem um senso de quem são como médicos e que tipo de cirurgiões eles querem ser. Se perguntar a eles, irão dizer que querem ser cirurgiões gerais, ortopédicos, neurocirurgiões. Distinções que fazem mais do que descrever a área de especialização, elas definem quem eles são. Porque fora da sala de operação, não apenas a maioria dos cirurgiões não fazem ideia do que são, como têm medo de descobrir.

Cristina: Então, quem é o pai?
Meredith: Não estou grávida.
Cristina: Não sabia que estava grávida quando estava grávida também. Mas a dor abdominal, febre e o vômito sem parar?
Meredith: Não estou grávida.
Cristina: Não sabe quem é o pai, sabe?
Meredith: Teria que ser o Derek, não poderia ser do Finn.
Cristina: Não transou com o veterinário ainda? Tem que sair desse relacionamento imediatamente.
Meredith: Não posso estar grávida, posso?
Cristina: Awn, um McBebê!
Meredith: Eu fui malvada com você quando estava grávida?

George: Okay, vamos deixa-la preparada e pronta. Dr. Shepherd. Dr. Finn.
Meredith: Agora todos os meus homens estão aqui. São todos tão lindos. E beijam tão bem!
George: Ai, deus...
Finn: Como?
George: Ela está drogada.
Meredith: Ele tem um excelente beijo.
Finn: Vocês dois saíram?
Derek: Não sabia?
Meredith: Não foi um encontro, foi mais uma experiência sexual desastrosamente desconfortável.
George: Não posso ficar aqui agora.
Bailey: Nenhum de vocês pode ficar aqui, essa mulher está sendo preparada para cirurgia. O que significa que precisam sair.
George: Com prazer.
Bailey: Agora! Você não, O’Malley.
Meredith: Dra. Bailey, todos os meus namorados estão aqui.

Bailey: Nunca teria imaginado que Mark Sloan faria seu tipo.
Addison: Ele não... ele não... o que ele está fazendo aqui? Ele não tinha que estar aqui. Não posso tê-lo aqui, eu não... ele deveria estar em NY. Não funciono com ele aqui. Eu sou profissional aqui, as pessoas me respeitam aqui, mas quando ele está aqui, eu sou apenas...
Bailey: Uma mulher que se excita com um homem gostoso e traí o marido.
Addison: Isso é rude. E desrespeitoso. E completamente verdade. Ai, o que eu vou fazer?
Bailey: Pra começar, pode manter suas pernas fechadas na presença dele.
Addison: Miranda!
Bailey: Você perguntou. E também, pode lembrar que nenhum homem, nem Derek, nem Mark, define quem você é.

Meredith: [para George] Quando eu estiver na mesa, me mantenha coberta. Muitas pessoas já me viram nua. Gostaria de manter qualquer dignidade que ainda me sobra. [vê Mark] É o McFumefante. McFumegante! Oláaaa!
Mark: McFumegante? É disso que estão me chamando agora?
Meredith: É, mas não acho que você deveria saber.
Mark: Como está minha amante obscena preferida?
Meredith: Não soube? Agora eu sou uma prostituta adúltera!

[Denny narrando]: Papai, mamãe... sou eu. Estou ligando do Hospital Seattle Grace, onde a linda, talentosa e incrivelmente teimosa Dra. Isobel Stevens... Bem, ela acaba de me dar um coração novo e prometeu que vai casar comigo. Eu sei que tivemos nossas diferenças e sinto muito que tenhamos perdido o contato. Acreditem ou não, eu estava tentando deixar tudo melhor. Eu sei que estão com raiva, mas espero que me perdoem. Acontece que às vezes você tem que fazer a coisa errada. Às vezes você precisa fazer um grande erro para entender como fazer tudo certo. Erros são doloroso, mas são o único jeito de descobrir quem você realmente é. Eu sei quem eu sou agora. Eu sei o que quero. Eu tenho o amor da minha vida, um novo coração e eu quero que vocês entrem no próximo avião pra cá e conheçam minha garota. Tudo será diferente agora, eu prometo. De agora em diante, nada será o mesmo. Eu amo vocês, tchau.

Oh, the Guilt [3.5]

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[Meredith narrando]: Primeiro, não fazer o mal. Como médicos, prometemos viver segundo esse julgamento. Mas o mal acontece, e aí, a culpa. E não há juramento sobre como lidar com isso. A culpa nunca vai embora sozinha, ela traz seus amigos – dúvida e insegurança.

Izzie: Ei, você é Addison Forbes Montgomery-Shepherd. São muitos nomes. Parecem muitos nomes ricos. Você é rica, certo? Isso é grosseiro. Foi uma pergunta grosseira. Sinto muito. É só que eu também sou rica agora.
George: Não até você depositar o cheque.
Izzie: Você se sente culpada?
Addison: Como é?
Izzie: Por ser rica. Eu tenho um monte de dinheiro agora e sinto que não fiz nada para merecer isso e não posso falar com meus amigos sobre isso, porque eles são tão pobres.
George: Estou bem aqui, Izzie.
Addison: Deposite o cheque, Stevens. Comece por aí, ok? E, hm, a culpa se resolve sozinha.

Mark: Ela contou. [Derek o ignora] Eu conheço você a vida toda. Eu cresci com você, então sei o que está pensando. Que foi um ano desperdiçado da sua vida. Tentando fazer dar certo com Addison enquanto poderia estar com Meredith. Que poderia estar feliz agora mesmo. Tudo isso, tudo. Que você e Meredith poderiam ter tido uma chance real. Mesmo assim, eu achei que você devia saber a verdade. Pensei que te devia isso, como amigo.
Derek: Você não é meu amigo.

[Meredith narrando]: Primeiro, não fazer o mal. Mais fácil falar do que fazer. Podemos fazer todos os juramentos do mundo, mas o fato é que a maioria de nós faz o mal o tempo todo. Às vezes até quando estamos tentando ajudar, nós fazemos mais mal do que bem. E aí a culpa mostra sua cara feia. Como você lida com ela é por sua conta. Nós temos uma escolha. Ou deixamos a culpa nos jogar de volta ao comportamento que nos colocou em apuros pra começo de conversa, ou aprendemos com ela e fazemos nosso melhor para seguir.

Let The Angels Commit [3.6]

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[Meredith narrando]: Para conseguir, realmente conseguir, como cirurgião? Exige grande comprometimento. Temos que estar dispostos a pegar o bisturi e fazer um corte que pode, ou não, fazer mais mal do que bem. Tudo tem a ver com comprometimento. Porque se não nos comprometermos, não devemos nem pensar em pegar aquele bisturi, pra começar.

[Na noite passada, Meredith confundiu a irmã de Derek, Nancy, por uma ficada]
George: Certo, eu serei Cristina pra você, se você for Izzie pra mim.
Meredith: Tinha uma mulher no trailer de Derek noite passada. Ela era feia. Muito feia. Só que ela era linda e alta e ele estava pelado.
George: Oh. Hm, McSonhos estava dando uma de McMalando com a McSafada? Que McCanalha!
Meredith Incorporando Izzie. Comece.
George: Callie, ela não me perdoa. Não fala comigo. Ela me dispensou. Uma coisa que eu não ligo, sabe? Nadinha?
Meredith Ótimo, porque você merece coisa melhor. Sério. Você é George. Quero dizer, falando sério. Falando sério. Falando sério. Izzie era tão otimista?
George: Sim, é bem Izzie.
Meredith: O que aconteceu com a gente?
George: Agora, somos as pessoas que as pessoas que queremos estão evitando.

Nancy: O que está fazendo aqui, Mark? Está tentando tortura-lo?
Mark: Ele é minha família, Nancy. E também, eu precisava mudar de ritmo. [Nancy o olha desconfiada] E eu dormi com a esposa do meu parceiro de tênis e ele comprou uma arma.
Nancy: Aqui está.

Callie: [para George] Estou fora do meu elemento aqui. Eu quero ossos pra viver, costumava morar no depósito, na maioria dos dias eu nem troco a maquiagem da noite anterior pra trabalhar. E eu não ligo pro que as pessoas pensam de mim. Porque eu sou uma mulher feliz, independente e de sucesso e gosto disso, só que quando você diz coisas como essa, isso só deixa as coisas muito difíceis. Então, por favor, não corra mais atrás de mim, a menos que esteja pronto para me segurar.

[Meredith narrando]: Há momentos em que até os melhores de nós tem problemas com comprometimentos. E talvez fiquemos surpresos com os comprometimentos que estamos dispostos a deixar escapar. Comprometimentos são complicados. Podemos nos surpreender com os compromissos que estamos dispostos a fazer. Verdadeiros compromissos exigem esforço e sacrifício. Por isso que às vezes temos que aprender do jeito difícil, a escolher nossos compromissos com muito cuidado.

Where the Boys Are [3.7]

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[Meredith narrando]: Como cirurgiões, somos treinados para procurar doenças. Às vezes o problema é achado facilmente, mas na maioria das vezes, precisamos ir passo por passo. Primeiro, sondando a superfície procurando por um algum sinal de problema. Um sinal, uma lesão ou um caroço indesejável. Quase sempre, podemos dizer o que há de errado com alguém só de olhar pra ele. Afinal de contas, podem parecer perfeitamente bem por fora, enquanto no seu interior é uma outra história...

Meredith: Derek está acampando. Tomando tempo. Tendo espaço.
Cristina: Prestons não vão ao mato. Um cara chamado Preston vai levar uma surra de um esquilo.
Izzie: É tipo uma festa do pijama. A única diferença é que eles fazem do lado de fora, e a gente, do lado de dentro.

Meredith: Okay, antes que começa, há algumas regras pra essa amizade ou o que for.
Mark: O Clube dos Amantes Obscenos tem regras? Nossa, achei que um monte de amantes sujos não ligariam tanto pra esse lance de, hm, regras.
Meredith: Número um: sem flerte. Segundo: nada de falar sobre Derek e C, nada de me olhar com aquela cara.
Mark: A cara?
Meredith: A “McFumegante” cara. Não funciona comigo. Sou imune.
Mark: Sabe, se eu tivesse ido pro mato, teria convidado você pra me manter aquecido.
Meredith: Quebrando as regras 1, 2 e 3.

Eric: Cara, eu achei que meu irmão e eu tínhamos problemas. Mas você dois são idiotas.
Cristina: Okay, bem, engolir peças de Monopoly não foi um ato de gênio. Você poderia realmente ter se machucado.
Eric: Não me machuquei, né? Agora minha mãe vai fazer meu irmão me deixar jogar Monopoly o quanto eu quiser.
Cristina: E isso faz de você inteligente?
Eric: Você está pescando meu cocô. O quão inteligente é você?

[Meredith narrando]: Nem todas as feridas são superficiais. A maioria é mais profunda do que imaginamos. Não dá pra ver a olho nu. E há aquelas feridas que nos pegam de surpresa. O segredo com qualquer tipo de ferida ou doença é cavar fundo até achar a verdadeira fonte de dor – e uma vez que achar, tentar como o inferno a cura.

Staring at the Sun [3.8]

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[Meredith narrando]: Muitas pessoas não sabem que o olho humano tem um ponto cego no seu campo de visão. Existe uma parte do mundo para a qual somos completamente cegos. O problema é que às vezes nossos pontos cegos nos protegem de coisas que realmente não devíamos ignorar. Às vezes nossos pontos cegos mantêm nossas vidas alegres e descontraídas.

Meredith: Hoje é o dia, gente. Hoje é o dia em que a depressiva e mal resolvida Meredith desaparece para sempre, e a alegre e descontraída Meredith toma seu lugar! Não vão querer mais ser meus amigos, pois a intensidade da minha felicidade fará seus dentes doerem. Mas tudo bem, porque a vida é boa. A vida é boa.

Mark: Aí estão! Foram até Nova Iorque para encontrar meu sanduíche de pastrami?
Alex: Extra picante, alface, pouca maionese.
Addison: Mark, o que está fazendo?
Mark: Almoçando. Quer picles?
Addison: Seattle Grace é um hospital de ensino, parte do seu trabalho é ensinar. Seus internos não são seus escravos.
Mark: Certo, sem picles pra você!

George: Não entendo vocês.
Meredith: Nós, com os peitos? Nós tomamos um monte de más decisões.

[Meredith narrando]: Quando se trata dos nossos pontos cegos, talvez nossos cérebros não estejam compensando. Talvez estejam nos protegendo.

From a Whisper to a Scream [3.9]

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[Cristina narrando]: Como médicos, sabemos dos segredos de todos. Seus históricos médicos. Históricos sexuais. Informações confidenciais que são tão essenciais para um cirurgião como uma lâmina 10, quanto perigosas. Nós mantemos segredos, precisamos, mas nem todos podem ser mantidos.

[Cristina narrando]: De certa forma, traições são inevitáveis. Quando nossos corpos nos traem, a cirurgia é comumente uma chave de recuperação. Quando nós traímos uns aos outros... o destino para a recuperação é menos claro. Fazemos o que for preciso para reconstruiu a confiança que perdemos. Mas há algumas feridas, algumas traições... que são tão profundas, tão profundas que não há jeito de reparar o que foi perdido. E quando isso acontece, não há mais nada a se fazer exceto esperar.

Don't Stand So Close To Me [3.10]

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[depois de separar gêmeos siameses com sucesso]
Derek: Seria legal se todo triângulo amoroso pudesse ser arrumado com um bisturi.
Mark: Se pudesse, você teria me esfaqueado com uma lâmina 10 há muito tempo.

Hahn: Você faz eu me lembrar de mim quando era interna.
Cristina: Faço?
Hahn: Focada, intensa, fria. Não digo como uma coisa ruim, ser fria é bom. Os namoros, amigos e família, se quer saber, são muito superestimados.

[Meredith narrando]: No fim do dia, quando tudo passa, o que nós realmente queremos é estar próximos de alguém. Então, isso onde nós mantemos distância e fingimos não nos importar com o outro, geralmente é um monte de besteira. Então, nós apontamos e escolhemos com quem queremos permanecer próximos, e quando escolhemos essa pessoa, tendemos a grudar nela. Não importa o quanto estejamos a machucando. As pessoas que ainda estão com a gente no fim do dia são as que valem ser mantidas. E, claro, às vezes próximo pode ser muito próximo. Mas, às vezes, a invasão do espaço pessoal pode ser exatamente o que você precisa.

Six Days, Part 1 [3.11]

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Izzie: Vater é uma condição genética que afeta as vértebras, o ânus, traqueia, esôfago e sistema renal.
Heather: Nossa, deem uma medalha a ela. Ela memorizou o acrônimo inteiro. Posso garantir que isso é mais fácil do que ter que conviver com isso.

Meredith: Ah, está de brincadeira comigo? Cadê George?
Derek: [grogue] Passou a noite toda no hospital.
Meredith: E você dormiu na cama dele! A noite toda?
Derek: Não, depois que você dormiu.
Meredith: Então se está dizendo que meu ronco é muito alto, como lidou com isso por todas aquelas noites antes de eu descobrir sobre sua mulher?
Izzie: [passa por eles] Ele geralmente dorme no sofá, ajusta o alarme e volta pra cama antes que você acorde.
Derek: É, eu não queria machucar seus sentimentos.
Meredith: [joga um travesseiro nele] Ah, eu vou fazer mais do que machucar seus sentimentos.

Callie: [Bailey disse a ela que a única forma de fazer Derek dar uma consulta é encarando-o por baixo. Ela tenta e funciona] Eu sou uma boa encaradora.

Meredith: [para Derek] Eu sou a garota com problemas de abandonamento. Você tem que dormir comigo a partir de agora.

Six Days, Part 2 (aka Always Something There to Remind Me) [3.12]

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[depois que Izzie ajudou a pagar pela cirurgia de um paciente]
Bailey: Você gastou 300 mil para participar da cirurgia?
Izzie: Não.
Bailey: Não?
Izzie: Eu gastei 3- você viu aquela garota? A vida dela é horrível. Ela está desesperada. Ela nunca irá namorar. Nunca poderá usar saltos altos. Nunca se sentirá normal. Eu gastei 300 mil porque foi uma coisa boa.
Bailey: Estava torcendo para que me dissesse que gastou o dinheiro para participar.

Meredith: [para Cristina] Você está em um relacionamento sem palavras. [para Izzie] Você é uma milionária usando sapatos de 20 dólares.

Cristina: Há um clube. O Clube dos Pais Mortos. E você não pode entrar até ter entrado. Você pode tentar entender, simpatizar. Mas só até sentir aquela perda. Meu pai morreu quando eu tinha 9 anos. George, eu sinto muito que você tenha entrado para o clube.
George: Eu... eu não sei como existir em um mundo onde meu pai não exista.
Cristina: É. Isso nunca muda.

Mark: Se tivesse tido o bebê, nós estaríamos junto em NY agora; não teria chuva, e mesmo se estivesse chovendo, não nos importaríamos porque estaríamos juntos. Estaríamos juntos e eu teria uma família ao invés de pneumonia e um ex-melhor amigo que me odeia.
Addison Você não queria criar uma criança, Mark. Só queria superar Derek. Queria ganhar.
Mark: Não faça disso minha culpa. Você não queria um bebê.
Addison Não, eu queria um bebê, Mark! A última mulher que você dormiu antes de eu deixar Nova Iorque, Charlene, a enfermeira pediátrica, você acha que ela era a única que eu sabia? Você está reescrevendo a história, Mark. Nós não estaríamos juntos ainda. Não éramos um ótimo casal e você teria sido um pai horrível, Mark. Eu queria um bebê, muito... só não queria com você.

Great Expectations [3.13]

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[Meredith narrando]: Ninguém acredita que sua vida vai ficar apenas um pouco bem. Nós todos achamos que ela ficará ótima. E a partir do dia em que decidimos ser cirurgiões, nos enchemos de expectativa. Expectativas sobre os caminhos que vamos seguir, as vidas que vamos ajudar, a diferença que vamos fazer. Grandes expectativas sobre quem vamos ser, para onde vamos. E aí nós chegamos lá.

Bailey: Estas são suas cartas de recomendação para minha clínica grátis. Assinem.
Burke: Por que quer tanto uma clínica?
Derek: Você é cirurgiã.
Bailey: Porque eu preciso de mais. Eu sei que vocês todos têm seus problemas amorosos e segredos e idiotices, mas eu quero mais. Preciso de algo para me agarrar. Preciso de uma razão para acreditar que a medicina pode fazer mais do que costurá-lo e manda-lo embora. Preciso acreditar que a medicina pode não só salvar vidas, mas muda-las! Eu preciso... preciso... acreditar em alguma coisa da mesma forma que acreditava em vocês. Assinem os papeis! Assinem os papeis!

Bailey: Não considerou me contar, esta manhã, que estava planejando se retirar em vez de me mandar nessa perseguição inútil?
Webber: Dra. Bailey. Você precisa que aqueles palhaços assinem sua proposta porque um deles pode se tornar Chefe de Cirurgia em um mês. É difícil de imaginar, mais pra mim do que pra qualquer outro. Mas já que você não está pronta pro trabalho, um deles terá que fazer isso pelos próximos anos.
Bailey: Eu?
Webber: Você será Chefe eventualmente. É quem você é. Mas terá que conseguir uma cadeira nova, porque você é muito baixa. Você tem pernas curtas. Mas algum dia você será Chefe de Cirurgia. Não estava mandando você para uma caçada inútil. Estava tentando habituá-la a fazer as coisas sem mim.

Izzie: George se transformou em uma máquina de sexo. Estão me ouvindo? Máquina de sexo! Temos que fazer algo. O que aconteceu?
Meredith: Derek ficou reclamando a noite toda. Cristina e Burke ainda não estão se falando.
Cristina: Quer saber? Estou bem. Quer dizer, só não vou ser a primeira a falar. Ele tem que falar porque eu estou certa. Falar primeiro é pra perdedores, e eu tô ganhando.
Meredith: E Alex. Não sei o que tem de errado com Alex.
Alex: Estou bem. Totalmente bem.

[Meredith narrando]: Nós todos achamos que vamos ficar ótimos e nos sentimos um pouco roubados quando nossas expectativas não se concretizam. Mas às vezes nossas expectativas nos entregam. Às vezes o esperado se empalidece em comparação ao inesperado. A gente fica se perguntando porque nos apegamos às expectativas, porque o esperado é o que nos mantém firmes. De pé. Imóveis. O esperado é só o começo. O inesperado é o que muda nossas vidas.

Wishin' and Hopin' [3.14]

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[Meredith narrando]: Como cirurgiões, vivemos em um mundo de piores cenários possíveis. Nós paramos de esperar pelo melhor porque isso não acontece muitas vezes. Mas, de vez em quando, algo extraordinário ocorre e, de repente, o melhor cenário possível parece possível. E, de vez em quando, algo incrível acontece, e contra nosso melhor julgamento, começamos a ter esperança.

Meredith: Não tenho certeza se recusar o tratamento é o que você quer-
Ellis: Aparentemente, o que eu quero não importa! Nem legalmente obrigatório! Então é tudo sobre o que você quer, Meredith. Você está no comando!
Meredith: Acha que eu gosto de tomar essas decisões por você? Acha divertido receber chamadas da Casa de Repouso perguntando se eu planejo dar uma gorjeta de Natal a enfermeira que a troca todas as manhãs? Mas eu faço. Porque você conseguiu eliminar todos os outros da sua vida e eu sou a única que restou, então eu levanto e faço. [voz tremendo] Quer saber porque sou tão desfocada? Tão ordinária? Quer saber o que aconteceu comigo? Você! Você aconteceu comigo!
Ellis: Então me deixe recusar a cirurgião de coração.
Meredith: Não!
Ellis: Por que não?!
Meredith: Porque matar a minha mãe não será mais uma coisa que vai acontecer comigo.

Izzie: Ei! É a mulherzinha. Quais são seus planos agora? Não vai se mudar lá pra casa, vai?
Callie: Legal.
George: Espera, Callie.
Callie: Esquece.
George: Inacreditável. Gente, vocês deviam ser meus amigos. Meus melhores amigos. Callie é uma grande- ela a parte mais importante da minha vida agora. Se quiserem aliená-la como sempre fazem, vão em frente. Mas se ela for, eu vou também. Ela é minha esposa. Calliope Iphigenia Torres é minha esposa. [Izzie começa a rir do nome de Callie] Não se atreva.
Izzie: Okay.
Alex: Cara, ela é Callie O'Malley.

Mark: Não vai entrar lá? Se quer ser chefe, você tem que lutar como os caras grandes.
Addison: Ah, pretendo lutar como uma garota. Os deixarei matarem uns aos outros e serei a única restante.

[Meredith narrando]: Como médicos, somos treinados a dar a nossos pacientes apenas os fatos básicos. Mas o que os pacientes realmente querem saber é- a dor irá passar? Eu me sentirei melhor? Estou curado? O que eles realmente querem saber é- há esperança? Mas, inevitavelmente, há vezes em que você se encontra no pior cenário possível. Quando o corpo do paciente o traiu e toda a ciência que oferecemos falha com eles. Quando o pior cenário se realiza, se apoiar na esperança é tudo o que nos resta.

Walk on Water [3.15]

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[Meredith narrando]: Desaparecimentos acontecem na ciência. Uma doença pode sumir de repente, tumores somem, e nós abrimos alguém apenas para descobrir que o câncer sumiu. É inexplicável, é raro, mas acontece. Chamamos de erro de diagnóstico. Dizemos que nunca o vimos para começar. Qualquer explicação, menos a verdade. Que a vida está cheia de atos de desaparecimentos. Se algo que não sabíamos que tínhamos desaparece, nós sentimos falta?

[Derek entra no elevador e percebe que Richard tingiu o cabelo]
Derek: O que está diferente?
Webber: Nada.
Addison: Deixa ele quieto.
Derek: O que aconteceu com seu cabelo?
Webber: Nada.
Derek: Mm-hmm.
[O elevador abre e Mark e Burke entram e encaram o cabelo de Richard]
Derek: [sussurra pra Addison] Observe..
Burke: O que aconteceu com seu cabelo?
Addison: Deixem ele quieto.
Mark: Ele tingiu.
Derek: Mas por que? [Addison bate nele com uma revista] Ai!
Addison: [silva pra Derek] Deixa ele quieto.
Derek: [sussurra] O que está fazendo?!
Addison: O quê?
Burke: [olha de volta pra Richard] OK, mas por quê?
Richard: Homens que tem cabelo grisalho são notados menos do que homens que não tem.
Derek: Por quem?
Richard: Bem...
Burke: Pelas mulheres?
[Mark e Derek começam a rir até que Richard olha pra eles]
Derek: Está bonito, chefe.
Burke: Muito natural.
Mark: As moças vão amar.
Addison: [para os caras] Ele está sozinho. Completamente. Algum de vocês sabe o que é isso? [olha pra Burke] Vive com Cristina. [olha pra Derek] Namora a adolescente perfeita. [olha pra Mark] Cafetão! A mulher dele o deixou depois de 25 anos de casamento. Então se o homem quer tingir o cabelo pras mulheres, deixem o homem tingir o cabelo pelas mulheres. Deixem ele em paz.

Webber: Quais as novidades, Dr. Sloan?
Mark: Shepherd e Grey estão na pior. Burke e Yang estão noivos. Você precisa de luzes. Luzes. Por isso que seu cabelo parece tão estranho. [Richard encara] Eu vou salvar vidas agora.

Meredith: Sou uma cirurgiã. Eu faço salvamentos. Você não é meu cavaleiro de armadura brilhante.
Derek: Então vamos brigar porque eu tirei você da banheira.
Meredith: Você tem uma casa onde pode dormir. Então, não precisa me tirar da banheira. Você está em todo lugar, o tempo todo, dizendo coisas.
Derek: Essa é a parte feliz do felizes para sempre. E nessa parte, o cara está lá o tempo todo, dizendo coisas e as garotas adoram!
Meredith: Vai trabalhar, eu te vejo lá.
Derek: E só pra constar: eu sou o seu cavaleiro de armadura brilhante.

Cristina: Meredith, eu tenho uma coisa... novidades.
Meredith: Não está grávida de novo, está? Porque eu não consigo lidar com os meses extras de chatice.

Drowning on Dry Land [3.16]

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[Meredith narrando]: Como eu disse, desaparecimentos acontecem. Dores viram ilusão. O sangue para de correr e as pessoas, as pessoas somem. Há mais que eu gostaria de dizer, muito mais, mas... eu desapareci.

Burke: Qual seu problema?
Cristina: Todo mundo voltou. Todo mundo voltou menos ela. E eu a escuto. Todos os dias, sobre a McVida Amorosa dela, seu McSonho, sua McBesteira. E no único dia, no único dia que eu tenho uma coisa, ela desaparece.
Burke: Meredith, isso é sobre Meredith.
Cristina: Ela ainda não sabe.
Burke: Meredith?
Cristina: Ela é minha pessoa.
Burke: Certo. E se a Meredith não aprovar, o que acontece?
Cristina: Isso, isso não é sobre ter a aprovação dela, é sobre...
Burke: O quê?
Cristina: Contar a ela faz disso, faz disso... se eu matasse alguém, ela seria a pessoa pra quem eu ligaria pra me ajudar a esconder o corpo.
Burke: Ok, agora você está comparando isso aqui a um cadáver. Cansei.
Cristina: Ela é minha pessoa.

Cristina: [depois de descobrir sobre Meredith] É Meredith?
Alex: É.
Cristina: Tem certeza? Você a viu? Porque poderia...
Alex: [agarra seu braço] É Meredith.
Cristina: Oh. [vê Derek chorando no corredor] Oh.
Izzie: Ela vai passar por isso.
George: Você não sabe disso.
Izzie: Ela vai passar por isso.
George: As pessoas morrem.
Izzie: Eu sei que as pessoas morrem. Elas morrem na nossa frente todos os dias. Mas Meredith vai sobreviver a isso. Eu acredito- eu acredito no bem. Eu acredito que foi um ano dos diabos e acredito que, apesar da esmagadora evidência contra, nós todos vamos ficar bem. Eu acredito em um monte de coisas. Eu acredito que, acredito que Denny está sempre comigo. E acredito que se eu comer um tablete de manteiga e ninguém ver, as calorias não contam. E eu acredito que cirurgiões que preferem grampos a pontos são preguiçosos. [to George] E eu acredito que você é um homem que cometeu um erro terrível casando com Callie. E acredito que como sua melhor amiga, eu posso dizer isso e nós ficaremos bem. Eu acredito que apesar de ter feito esse erro, você vai ficar bem. Eu acredito que sobrevivemos, George. Eu acredite que acreditando que vamos sobreviver é o que nos faz sobreviver.

Bailey: O que temos?
Paramédico: Desconhecida. Afogamento. Está hipotérmica.
Derek: Não é desconhecida.É Meredith Grey. É a Meredith.
Bailey: Derek! Derek! Há quanto tempo ela está inconsciente?
Derek: Não sei. Ela está viva. Ela está viva.

Some Kind of Miracle [3.17]

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[Meredith narrando]: Há milagres médicos. Sendo adoradores do altar da ciência, nós não gostamos de acreditar que os milagres existem. Mas existem. Coisas acontecem. Não conseguimos explicar, não conseguimos controlar, mas elas acontecem. Milagres acontecem na medicina. Acontecem todos os dias, só nem sempre quando precisamos que aconteçam.

Burke: Sabe, alguns se recuperam disso.
Cristina: Quer saber? Eu não sou qualquer um. Eu conheço a ciência. É hora de beber.
Burke: Ainda não. Você tem uma responsabilidade com Meredith.
Cristina: Não. Uh-uh. Não faço essas coisas. Você devia saber.
Burke: Você estava lá pra mim.
Cristina: Depois. Depois que eu soube que você ia conseguir. Ei, não tenho orgulho, certo? Eu só... não consigo... Não consigo voltar pra lá. Não consigo. Não consigo voltar pra lá e vê-la.
Burke: Me ouça. Isso é sobre a mulher que você chama de sua pessoa. E você conhece a ciência. E se ela morrer, e você não estiver ao lado dela quando isso acontecer, não consigo vê-la se recuperando disso. Venha e diga adeus a sua amiga.

Denny: O que aconteceu na água?
Meredith: Eu nadei, eu lutei.
Denny: Não, não lutou, e você não pode ficar aqui, Meredith.
Meredith: Eu não quero!
Denny: Sim, quer. É mais fácil, mas não pode. Porque o pai do George morreu, porque a Izzie me perdeu e Cristina, esteve em um acidente de carro com o pai quando tinha 9 anos e ele sangrou até a morte na frente dela, enquanto esperavam por uma ambulância chegar. E Alex...
Meredith: Para!
Denny: Eles mal estão respirando, isso vai quebrá-los, e nenhum deles merece isso. E essa é a maior, então preste atenção. Sabe qual o tipo de milagre que faz Derek ser quem ele é? Sabe o quão raro é alguém como ele existir? Ele ainda é otimista. Ele ainda acredita no amor verdadeiro e mágica e almas gêmeas. Ele está esperando por você, e se você não voltar disso... vai mudar quem ele é.

Ellis: Você não devia estar aqui.
Meredith: Nem você.
Ellis: Apenas continue. Não seja uma maldita [a abraça] Você é- você é tudo, menos ordinária, Meredith. Agora corra. Corra!

Cristina: Você disse alguma coisa? Acabou de falar? Ah, Meredith... okay, Mer, não consigo entende-la. Apenas tente... tente de novo, tente por mim, certo?
'[Meredith murmura incoerentemente]
Cristina: O quê? Eu não consigo... vamos, por favor... por favor não esteja... [firmemente] Seu cérebro funciona, certo? Então tudo o que precisa fazer é formar uma palavra.
Meredith: [longa pausa] Ai.
[Meredith abre os olhos lentamente e tenta focar Cristina]
Cristina: [meio chorando, meio rindo] Ah... oi! Eu vou casar com Burke! Não que isso deva estar em algum lugar na sua lista de pensamentos agora, mas apenas caso você ouça por aí no corredor mais tarde... você é a única pessoa pra quem eu queria contar. [chorando] Obrigada por não morrer.

Scars and Souvenirs [3.18]

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[Meredith narrando]: Pessoas têm cicatrizes. Em todos os tipos de lugares inesperados. Como mapas secretos da sua história pessoa. Diagramas de todas as suas velhas feridas. A maioria de nossas velhas feridas saram, deixando nada além de uma cicatriz. Mas algumas delas não. Algumas feridas nós carregamos com a gente pra todo lugar, e apesar do corte ter ido embora, a dor ainda persiste.

Izzie: Alex está se mudando?! Pra essa casa?!
Meredith: Vai ficar no quarto do George.
Izzie: Por que?
Derek: Eu estava dormindo há um minuto.
Izzie: Uh! E eu estava pelada- no banheiro- quando Alex entrou. Tenho sorte de não ter saído do chuveiro pra ver ele mijando em todo o assento.
Derek: E estamos acordados.

Burke: Esse é Colin Marlowe.
Alex: Como no Transplante de Marlowe?
Burke: Como na melhor coisa na cirurgia cardio torácica em uma geração. Dr. Marlowe, eu sou Preston Burke. Um grande admirador do seu trabalho, senhor. Particularmente do...
Colin: Sim, obrigado... Poderia me dar licença só por um segundo?
[anda até Cristina, um grupo de internos se afasta]
Colin: Bem, vai me dar um abraço ou o quê?
[abraça Cristina e aperta sua bunda]

Derek: [sobre Meredith] Ela é forte. Ela tenta esconder. Ela é difícil. Mas se você fizer um esforço, ela vale a pena. Ela vale o esforço.

[Meredith narrando]: O que é pior: novas feridas que são horrivelmente dolorosas ou velhas feridas que deveriam ter sarado há muito tempo, mas nunca sararam? Talvez nossas velhas feridas nos ensinam alguma coisa. Elas nos lembram onde estivemos e o que sobrevivemos. Elas nos ensinam lições sobre o que evitar no futuro. É isso que gostamos de pensar. Mas não é o único jeito, é? Algumas coisas a gente tem que aprender de novo, e de novo.

My Favorite Mistake [3.19]

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[Meredith narrando]: Cirurgiões sempre têm um plano. Onde cortar, onde grampear, onde costurar. Mas, até mesmo com os melhores planos, complicações podem aparecer. Coisas podem dar errado. E, de repente, você se pega com as calças abaixadas.

Izzie: Deus engravidou uma virgem magicamente. Deus não está seguindo as regras.

[Meredith narrando]: O negócio sobre planos é que eles não levam em conta o inesperado. Então quando recebemos uma bola curva, seja na SO ou na vida, temos que improvisar. Claro que alguns de nós são melhores nisso do que outros. Alguns de nós apenas tem que seguir com o plano B e fazer o melhor possível. E, às vezes, o que queremos é exatamente o que precisamos. Mas, às vezes, às vezes o que precisamos é de um novo plano.

Time After Time [3.20]

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[Meredith narrando]: A história de um paciente é tão importante quando seus sintomas. É o que nos ajuda a decidir se uma queimação no coração é um ataque cardíaco... se uma dor de cabeça é um tumor. Às vezes os pacientes tentarão reescrever suas próprias histórias. Dirão que não fumam, ou esquecerão de mencionar algumas drogas... o que em cirurgia pode ser o beijo da morte. Podemos ignorar o que quisermos, mas nossas histórias sempre voltam para nos assombrar.

Derek: Eu vim aqui pra ser chefe, mas Meredith complica isso.
Bailey: Hm. Se você precisar escolher um ou outro, escolha a pessoa que você ama. Fim de conversa. Olha, tudo isso não significa nada se você estiver sozinho.

[Meredith narrando]: Algumas pessoas acreditam que sem história, nossas vidas é um monte de nada. Em algum ponto, todos temos que escolher: nos voltamos ao que sabemos, ou avançamos para algo novo? É difícil não sermos assombrados pelo passado. Nossa história é o que nos molda... o que nos guia. Nossa história se sobressai através do tempo. Então, temos que nos lembrar, às vezes, que a história mais importante é aquela que estamos fazendo hoje.

Desire [3.21]

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[Meredith narrando]: Como internos, sabemos o que queremos: nos tornar cirurgiões. E fazemos qualquer coisa pra chegar lá. Sofrer fazendo provas mortais, aturar semanas de 100 horas de trabalho, ficar em pé horas a fio na sala de operação. O que vier a gente encara. Mas o duro é conciliar essa coisa enorme que queremos, que é ser cirurgiões, com tudo o mais que também queremos.

Meredith: Parece até justiça divina.
Izzie: Como assim?
Meredith: Ele dorme com a secretária e um peixe carnívoro se aloja em seu pênis. É carma instantâneo.
Cristina: Nem você nem Derek foram atingidos por um raio.
Meredith: Addison apareceu. Passei meses sofrendo e me odiando, com uma mãe ensandecida e quase morri afogada ao lado do cais. Quer dizer, não foi um peixe no meu pênis, mas também não foi fácil.
Cristina: Traí vários namorados e estou muito bem. Sou a única?

Derek: Estou bem.
Meredith: Nós estamos bem?
Derek: Claro.
Meredith: Então por que você ainda está olhando pro teto?
Derek: Não sei, é só que, naquele dia que você saiu da água... Eu passei a hora mais assustadora da minha vida tentando respirar por você. Eu amo e quero você, mas não sei o que... você não nadou. Você não nadou e você sabe nadar. E eu não sei se eu consigo... Não sei se eu quero continuar tentando respirar por você. [pausa]
Meredith: Eu deveria ir. [longa pausa] Eu vou.

[Meredith narrando]: Muitas vezes, a coisa que você mais quer é a que não pode ter. O desejo nos deixa de coração partido, nos arrasa. O desejo pode arruinar sua vida. Mas por mais difícil que querer algo possa ser, as pessoas que mais sofrem são as que não sabem o que querem.

The Other Side of This Life [3.22 & 3.23]

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[Meredith narrando]: O sonho é esse- que nós finalmente seremos felizes quando alcançarmos nossos objetivos: achar o cara, acabar nosso estágio, esse é o sonho. Daí chegamos lá. E, se formos humanos, nós imediatamente começamos a sonhar com outra coisa. Porque, se esse é o sonho, então gostaríamos de acordar. Agora, por favor.

Addison: Está usando a lógica do pum!

Cristina: [murmura algo]
Callie: O quê?
Cristina [forçada]: Dama de honra... minha mãe e a mãe de Burke têm conversando pelo telefone e agora, elas estão aqui, comigo.
Mãe de Cristina: Para planejar um casamento.
Mãe de Burke: Cristina nos fez acreditar que vocês são amigas.
[Callie ri, mas rapidamente percebe que estão sérias]
Callie: ...Certo, eu acho.

Callie: Tá. Remarquei um ajuste de LCA, mas quero deixar claro que não vou usar rosa ou bebê azul. Eu não uso flores no meu cabelo. E eu nunca serei vista com um laço na minha bunda, certo?
Cristina: Estão vendo? Ela tem a atitude certa.

[Meredith narrando]: Em algum ponto, talvez tenhamos que aceitar que o sonho se transformou em um pesadelo. Dizemos a nós mesmos que a realidade é melhor. Nos convencemos que é melhor que nunca sonhemos nada. Mas os mais fortes de nós, os mais determinados, nos seguramos ao sonho ou nos encontramos com um novo sonho que nunca consideramos. Acordamos para nos achar, contra todas as chances, nos sentindo esperançosos. E, se formos sortudos, percebemos no centro de tudo, no centro da vida que o grande sonho é ser capaz de sonhar.

Testing 1-2-3 [3.24]

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[Meredith narrando]: A educação de um cirurgião nunca acaba. Cada paciente, cada sintoma, cada operação... é um teste. Uma chance para que demonstremos o quanto sabemos. E o quanto precisamos aprender.

Webber: Então, como está se sentindo, Preston? Pronto?
Burke: Bom, estou sempre pronto para uma cirurgia.
Derek: Acho que ele está falando do casamento.
Webber: É, amanhã é um grande dia.
Burke: E fora o fato de Cristina não ter escrito seus votos, meu padrinho acabar de cancelar e ainda estar chovendo.
Derek: Ele não está pronto.
Webber: Você nunca está pronto. Eu certamente não estava. E aí, no minuto em que vi Adele em direção ao altar... Bom. Já escolheu seu padrinho?
Burke: Na verdade, Chefe...
Derek: Você não pode ser o padrinho dele!
Webber: Por que não?
Derek: É antiético; é um conflito de interesse. O homem quer ser Chefe de Cirurgia.
Burke: Na verdade, Derek...
Derek: Não que seja por isso que esteja pedindo...
Burke: Eu ia pedir a você.
Derek: Me pedir o quê? [para] Ah! Sério?
Burke: Passamos por um bocado esse ano.
Derek: E todos os outros cancelaram. Tudo bem, o que eu tenho que fazer?
Webber: Bom, tradicionalmente, o padrinho planeja a festa de despedida.
Derek: Bebidas no Joe depois do trabalho.
Burke: Sabia que você era o homem pro trabalho.

Derek: A festa foi de última hora.
Mark: O que explica por que estou aqui.
Addison: Sou a única mulher aqui. Eu deveria ser o entretenimento? Porque não vou tirar minhas roupas.
Derek: [se referindo a ele e a Mark] Tudo bem, nós todos já vimos antes.
Mark: Verdade.
Burke: Eu não vi.

Meredith: Você não é meu pai.
Webber: Eu sei disso.
[Eles trocam um olhar, depois ele a puxa para um abraço. Aliviada, ela afunda nos seus braços e começa a chorar]
Webber: Eu sei.

Didn't We Almost Have It All? [3.25]

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[Webber narrando]: Ser chefe é ter responsabilidade. Cada paciente cirúrgico no hospital é seu paciente. Quer seja você quem vá abri-lo, ou não. O bisturi está em suas mãos. Você precisa ser capaz de olhar pra uma família e dizer a eles que sua equipe fez tudo o que podia pra salvar a criança deles. O marido, a esposa de alguém. Você se envolve. Cuidando da família de alguém. E a responsabilidade... ela faz você... você cuida da família de outras pessoas. E você sacrifica a sua própria.

Derek: Você é um homem de sorte, Burke. Cristina é ótima. Ela está lá. Ela tem certeza. Ela está disposta a compromissos. Você é um homem de sorte.
Burke: E você não é?
Mark: Aí está ela. Solteiro só por mais 5 horas. E como vai o padrinho? Merece o cargo? Eu fui um excelente padrinho.
Derek: No pior dos casos, ele vai dormir com sua mulher em dez anos.

Meredith: Pare de choramingar! É o dia do seu casamento! Você vai entrar por aquela igreja e se casar! Nem que eu tenha que chutar o seu traseiro até chegar no altar. Você vai entrar por aquela porta e se casar. Está me ouvindo, Cristina? Precisamos disso. Precisamos conseguir o seu final feliz.
Cristina: Certo, estou pronta.

Cristina: Estou usando o vestido. Estou pronta. E, e talvez eu não queria antes. Mas eu quero agora. Eu realmente acho que quero isso.
Burke: Eu realmente queria que você não achasse. Queria que soubesse.

Burke: Cristina; eu poderia prometer abraçar e agradar você. Poderia prometer estar lá na saúde ou na doença. Poderia dizer “até que a morte nos separe”, mas não vou. Esses votos são para casais otimistas, aqueles cheios de esperança. E não quero estar aqui, no meu casamento, otimista ou cheio de esperança. Eu não estou otimista, não estou. Estou seguro. Estou firme. E eu sei que sou um homem de coração: os retiro, os coloco de volta. Eu os seguro em minhas mãos. Sou um homem de coração. Então disso, tenho certeza. Você é minha parceira, minha amante, minha melhor amiga. Meu coração, meu coração, bate por você. E nesse dia, no dia do nosso casamento, eu te prometo isso. Eu prometo deitar meu coração na palma das suas mãos. Eu prometo a você, eu.
[silêncio]
Addison: Eu acho que falo por cada mulher aqui quando digo... deixe ela. Deixe Yang e case comigo.

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