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Robert Ryan
Robert Ryan
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Robert Ryan, nome artístico de Robert Bushnel Ryan (11 de novembro de 1909 - 11 de julho de 1973). Ator norte-americano de cinema e teatro. Em Hollywood, trabalhou em mais de 70 filmes, a maioria grandes clássico do cinema “noir” americano, como Rancor(Crosfire), 1947, que lhe deu sua única indicação ao “Oscar”; A Mulher desejada(The Woman on the Beach), de 1947; e Punhos de Campeão(The Set-Up), de 1949. Em quase 4 décadas, trabalhou com os cineastas mais respeitados da Sétima Arte, como Jean Renoir, Nicholas Ray, Anthony Mann, Sam Peckinpah, e Robert Wise. Na vida real, contrastando com personagens vilânescos que interpretou muitas vezes na Tela, foi um ativista pelos direitos humanos e sociais, liderando um comitê liberal que protestava contra a Guerra do Vietnã, o racismo, e o armamento. Faleceu em 11 de julho de 1973, de câncer


  • "Eu posso ter sido uma criança prejudicada pela Vida. Já me disseram muitas vezes, que as pessoas, pelo menos as pessoas bem sucedidas no teatro, vieram de uma infância infeliz. Eu não sei se é verdade, como também não posso dizer se fui uma criança infeliz, mas uma criança solitária, isto sim, eu fui".
  • "Proezas atléticas fizeram muito bem apenas para o meu ego, e minha aceitação na universidade. A habilidade de me defender diminuiu a possibilidade de usá-los quando for preciso".
- falando sobre suas aptidões no Boxe em seus tempos de faculdade, e o uso de seus punhos. Ryan foi Campeão Amador de Boxe, na categoria peso-pesado, na faculdade, sem nunca ter perdido um luta
  • "Eu gastei sete anos vagabundeando - trabalhando nisto e naquilo, e não demonstrando interesse por outra coisa qualquer, até que me enganchei no teatro amador, e tive desde então um sentimento forte que me dominou , fazendo eu encontrar o meu ideal.
- falando sobre sua descoberta no teatro.
  • "O sistema do estúdio ofereceu realmente um bom treinamento para atores iniciantes. Uma ocasião, tivemos que filmar, e nós trabalhamos em alguns filmes de baixo orçamento, que eram mais baratos, mas forneciam alguma experiência. Eu estava em três filmes, um de cada vez, trabalhando muito. Caso eu negligenciasse meu serviço, todos, incluindo o operador de câmara, seriam chutados para o olho da rua".
-sobre os primeiros anos no estúdio da RKO, e sobre os profissionais e técnicos envolvidos.
  • "Minha abençoada mãe me criticou por eu aceitar os meus papéis. Mas não fez objeção quanto ao dinheiro que ganhei.
-sobre sua mãe, Mabel Ryan, que não aceitava a carreira de ator do filho.
  • "Quando me chamaram para participar de um filme bíblico, para mim era certo que me oferecessem o papel de Judas. Meu queixo quase caiu quando me ofereceram o papel de João Batista".
-sobre seu papel no filme bíblico da vida de Cristo Rei dos Reis("King of Kings"), de Nicholas Ray, em 1961.
  • "Quando McCarthy começou o interrogatório, eu esperei ser um alvo simples...mas não. Acho que ele viu que eu por ter um nome irlândes, ser filho de católico, e ex-Fuzileiro da Marinha, ele abrandou com suas perguntas".
-sobre seu interrogatório diante do Senador Joseph McCarthy, em fim dos anos 40,durante as sessões da época intitulada “Caça as Bruxas”, que perseguiam todos os americanos com pensamentos avançadamente liberais, com receio de serem comunistas.
  • "Geralmente, eu sou fadado a trabalhar em lugares desolados e poeirentos. Como eu disse a Cary Grant certa vez, eu lhe falei que nunca me enviam para filmar em lugares como Monte Carlo, Londres, Paris, ou a Riviera Francesa, por eu não ser charmoso e nem tão pouco sofisticado como ele é. Sempre me mandam filmar em desertos, com uma camisa suja, e minha barba por dois dias por fazer, além de me alimentar mau. Mas isto é um ato natural. Como eu digo, eu começo meus piores papéis por causa de meu jeito de ver as coisas”
-em relação ao amigo Cary Grant(1904-1986), ator de Hollywood., que reclamava sobre seus papéis.
  • "Há um grupo de americanos, pelo menos, que pensam que eu venho do Oeste, mas eu sou um homem urbano. Eu nasci na cidade grande. Eu sei que tenho um rosto que se adapta aos filmes de faroeste, mas no atual momento, não me considero um ator essencialmente bom para isso".
-em relação os filmes de faroestes que também atuou como astro de primeira linha.
  • "Quando eu fui para Hollywood pela primeira vez, eu pensei que tudo que eu queria era ser um astro de cinema. Então, quando me tornei um, constatei que não era tudo aquilo que imaginei que fosse".
  • "Eu não sou rico, mas eu não penso que irei passar fome outra vez. É importante continuar atuando em filmes para manter sua imagem. Você pode ter seis milhões dólares, mas se você insistir atuar em filmes ruins, as pessoas vão dizer: o que aconteceu com Robert Ryan?"
  • "Eu penso que “The Wild Bunch’’, teve em estilo e distinção, “o derramamento de sangue” . A violência é parte integrante na vida moderna. Você não pode ignora-la. Eu apenas penso que poderíamos encontrar uma outra maneira".
-a respeito do violento Meu ódio Será Sua Herança(The Wild Bunch), de 1969, onde atuou sob direção de Sam Peckimpah.
  • "Cada ator iniciante sente que sua mera presença é tributo de Deus ao Homem. Não é o caso de ignorar os anos em que se poderia adquirir com um bom treinamento, mas sim de adquirir habilidades mecânicas, que são de importância igual."
  • "Sobre o ator, uma coisa é interpretar, e outra, é imitar. Você pode fazer um papel que nada tenha haver com você ou com sua vida, mas seu desempenho é que vai avaliar por completo o ser e o artista que existe em você, não importa o quanto desempenhe.
  • "No início, você entra em choque, e então depois, você se conforma. Eu sou muito mais tolerante agora do que antes, que sei que estou no fim do meu tempo. Eu vejo as árvores, as flores, e as meninas bonitas. Eu vejo a beleza que eu tinha esquecido. Em verdade, hoje aprecio melhor a vida no seu dia a dia".
-quando descobriu que tinha câncer, no início da década de 70.

SobreEditar

  • "Ryan foi idealmente modelado para ser uma pessoa malvada, sinistra, doente, um homem para ser malicioso nas telas. Na sua vida pessoal, ele foi um homem público, dedicado, e um cidadão respeitado, com um inteligente interesse pelo bem estar do ser humano"
-James Robert Parish, jornalista americano
  • "O desempemho mais temível da temporada".
-Tempo – revista sobre cinema e crítica, sobre atuação de Ryan em Crosfire(1947).
  • "Robert Ryan é realmente assustador."
-N.Y. Épocas – revista de cinema americano, sobre atuação Ryan em Crosfire(1947)
  • "Você tem todas as falhas de um ator novo, mas você é positivo. Você é inexperiente, mas age como um veterano".
- Edward Boyle, Professor de arte dramática de Robert Ryan, para ele.
  • "Você faz as coisas com gosto - você é nunca tímido!"
-Max Reinhardt, professor de artes cênicas em Hollywood para o jovem Ryan, quando este fez um de seus cursos.
  • "Uma mistura perturbadora de raiva e ternura, que alcançou sua popularidade atuando nos papéis mais brutais do cinema. Sua neurose nas telas contrastava com sua verdadeira natureza interior".
- disturbing mixture of anger and tenderness who had reached stardom by playing mostly brutal, neurotic roles that were at complete variance with his true nature.
- sobre Robert Ryan; "Front and center" - página 437, John Houseman - Simon and Schuster, 1979, ISBN 0671243284, 9780671243289 - 512 páginas
  • "Ryan era um cara amável, melhor dizendo, completamente simpático. Mas a emoção que o fazia mais eficaz na tela era o ódio".
-Elizabeth Cameron – crítica de cinema.
  • "Eu o vi em “The Set-Up”, e eu pensei que seu desempenho fosse um do melhores" .
-Cary Grant- ator de Hollywood, para Robert Ryan, sobre sua atuação em Punhos de Campeão(The Set-Up), de Robert Wise, em 1949.
  • "O filme “The Set-Up” é poupado de qualquer lirismo, sobre o submundo e a humanidade tão baixa, revelada no soberbo desempenho de Robert Ryan. Tenho pouco a dizer. Thompson é tão ignorante e ignóbil quanto os outros boxeadores. Olhem seu rosto golpeado. É derrotado. Contudo, remanesce uma sensibilidade poética em seus olhos e em seu sorriso ocasional. Seus olhos estão sempre prestando atenção em volta do ringue, e o vemos constantemente fazendo isso enquanto espera o próximo assalto. Thompson tem bastante dignidade humana para recusar a corrupção, por isso ele sofreu uma brutal agressão, não mais importando com sua carreira medíocre no Boxe. Na extremidade, ele tem muito orgulho de si mesmo pela vitória ganha naquela luta, e não faz nenhuma avaliação da conseqüência dela".
- Eileen Bowser, crítica. Notas do filme Punhos de Campeão(“The Set-Up’’), de Robert Wise, 1949. Museu de Arte Moderna de Los Angeles.
  • "Como em muites filmes “noir”, Robert Ryan entrega um desempenho angustiante em “Clash by Night’’. Um modelo de homem alienado, que causa dor constante nas pessoas, mas que consegue seduzir, mesmo abaixo de sua cínica máscara, embora prenda sua respiração, e enrijeça, inutilmente, seu corpo musculoso. O papel de Ryan é um verdadeiro retrato de uma infeliz personalidade, cujas misérias são expressadas através de seus atos de crueldade, mas que podem ser aceitas quando compreendidas por algumas pessoas".
-Julie Kirgo, crítica americana, sobre o desempenho de Ryan no filme Só a Mulher Peca(Clash by Night), de Fritz Lang,em 1952.
  • "Com seu olhar vendado, fixo e cansado, e com sua voz amarga, Ryan vai atras de tudo que lhe vem a interessar, sendo solícito para o mundo"
-Thierry Génin, crítico francês, da L'Avant Scène.
  • "Que alegria em ver um homem de verdade atuar Antônio".
- Helen Hayes – atriz americana, sobre Robert Ryan atuar como Marco Antonio na peça “Antonio & Cleópatra”, de William Shakespeare, onde o ator contracenou com a Divina Katharine Hepburn, em 1960.
  • "Vida, morte, solidão, e perda: estes eram algumas das coisas que nós aprendemos na arte silenciosa de Robert Ryan".
- Peter Hammil- crítico americano, ao saber do falecimento de Robert Ryan, em 1973
  • "Era um ator bonito e um ser humano ainda mais bonito. Embora sua fama era como um ator de cinema, sua verdadeira paixão era pelo Teatro, e faria uma ótima peça, em um bom papel, em qualquer altura, em qualquer lugar, e geralmente, para nada"
- Harold J. Kennedy – dramaturgo americano, lamentando o falecimento de Ryan, em 1973.
  • "Ryan morreu este ano, saindo de uma vida de papéis pequenos demais para o seu grande talento.”
-Revista Newsweek- 1973
  • "Eu aprendi a gostar de cinema, sobretudo os clássicos antigos, vendo os filmes e os desempenhos de Robert Ryan. Depois de Spencer Tracy, foi o ator mais talentoso da Sétima Arte. Ele sabia ser ator, e era ator. Ele não possuia os clichês de outros astros das telas de sua época, movido talvez por uma falta de vaidade, mas isso era uma das grandes qualidades dele, poupando das canastrices de muitos atores de cinema de seu tempo. Parafraseando uma nota em que Ryan diz no filme "The Tall Men", em relação ao personagem de Clark Gable: "Ali se vai um homem que sempre respeitei. Ele é o tipo de homem que você deseja ser quando crescer, e o tipo de homem que você gostaria de ter sido quando já está velho". É exatamente assim que eu penso de Robert Ryan".
- Paulo Telles - Colecionador brasileiro, Cinéfilo, Escritor.
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