Joseph Goebbels

Ministro da Propaganda do Partido Nazista Alemão
Joseph Goebbels
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Paul Joseph Goebbels (29 de outubro de 1897 - 1º de maio de 1945) foi um político alemão e Ministro da Propaganda na Alemanha Nacional-Socialista entre 1933 e 1945.

Citações

Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken (1932)

Joseph Goebbels and Mjölnir, Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken (Munich: Verlag Frz. Eher, 1932)

  • A nação é a união orgânica de um povo para proteger a sua existência. Ser nacional é afirmar essa união em palavras e ações. Ser nacional não tem nada a ver com uma forma de governo ou símbolo. É uma afirmação de coisas, não de formas. As formas podem mudar, seu conteúdo permanece. Se a forma e o conteúdo concordam, o nacionalista afirma ambos. Se conflitarem, o nacionalista luta pelo conteúdo e contra a forma. Não se pode colocar o símbolo acima do conteúdo. Se isso acontecer, a batalha está no campo errado e a força de alguém se perde no formalismo. O verdadeiro objetivo do nacionalismo, a nação, está perdido.
  • O patriotismo burguês é o privilégio de uma classe. É a verdadeira razão do seu declínio. Quando 30 milhões são a favor de alguma coisa e 30 milhões são contra, as coisas se equilibram e nada acontece. É assim que as coisas estão conosco. Nós somos os párias do mundo não porque não temos coragem de resistir, mas porque toda a energia nacional é desperdiçada em disputas eternas e improdutivas entre a direita e a esquerda. Nosso caminho só vai para baixo, e hoje já se pode prever quando cairemos no abismo.
  • O nacionalismo tem maior alcance do que o internacionalismo. Vê as coisas como elas são. Apenas quem respeita a si mesmo pode respeitar os outros. Se na qualidade de um nacionalista alemão eu afirmo a Alemanha, como posso defendê-la de um nacionalista francês que afirma a França? Somente quando essas afirmações conflitam de modo visceral haverá um conflito político de poder. O internacionalismo não pode desfazer essa realidade. Os seus esforços de prova falham completamente.
  • O pecado do patriotismo burguês foi confundir uma determinada forma econômica com o nacional. Ele conecta duas coisas que são complemente diferentes. As formas da economia, ainda que pareçam sólidas, são mutáveis. O nacional é eterno. Se eu misturo o eterno com o temporal, o eterno necessariamente colapsará quando o temporal colapsar. Isso foi o verdadeiro motivo do colapso da sociedade liberal. Ela era alicerçada não no eterno, mas no temporal, e com o declínio do temporal veio junto o declínio do eterno. Hoje em dia é apenas uma desculpa para um sistema que traz uma crescente miséria econômica. Esta é a única razão pela qual o judaísmo internacional organiza a batalha das forças proletárias contra ambos os poderes, a economia e a nação, e os derrota.
  • A fé na nação é um assunto para todos, jamais para um grupo, para uma classe ou para uma panelinha econômica. O eterno deve ser distinguido do temporal. Manter um sistema econômico podre não tem nada a ver com nacionalismo, que é uma afirmação da Pátria. Posso amar a Alemanha e odiar o capitalismo. Não apenas posso, eu devo. Apenas a aniquilação de um sistema de exploração trará consigo o âmago do renascimento do nosso povo.
  • Somos nacionalistas porque, como alemães, amamos a Alemanha. Porque amamos a Alemanha, queremos preservá-la e lutar contra aqueles que a destruiriam. Se um comunista grita "Abaixo ao nacionalismo!", ele quer dizer o patriotismo burguês hipócrita que vê a economia apenas como um sistema de escravidão. Se esclarecermos para o homem de esquerda que o nacionalismo e o capitalismo, ou seja, a afirmação da Pátria e o mau-uso dos seus recursos, não têm nada a ver um com o outro, que são, na verdade, como fogo e água, então mesmo como um socialista ele passará a afirmar a nação, que deseja conquistar.
  • Essa é a nossa verdadeira tarefa como nacional-socialistas. Fomos os primeiros a reconhecer as conexões e os primeiros a começar a luta. Por sermos socialistas sentimos as mais profundas bençãos da nação, e por sermos nacionalistas queremos promover a justiça socialista numa nova Alemanha.
  • Uma jovem pátria surgirá quando a frente socialista for sólida.
  • O socialismo se tornará realidade quando a pátria for livre.
  • O socialismo é a doutrina de libertação da classe operária. Ele promove a sua ascensão e a sua incorporação no organismo político da pátria, e está intrinsecamente vinculado a quebra da escravidão contemporânea e a reconquista da liberdade alemã. O socialismo, contudo, não é uma questão apenas para a classe oprimida, mas uma questão pertinente a todos.
  • O socialismo adquire a sua verdadeira forma apenas através de uma total irmandade na luta com as energias propulsoras de um novamente desperto nacionalismo. Sem nacionalismo não é nada: é um fantasma, uma teoria apenas, um castelo no céu, um livro. Com nacionalismo é tudo: o futuro, liberdade, a pátria!
  • O pecado do pensamento liberal foi negligenciar os pontos fortes na construção nacional do socialismo, permitindo assim que suas energias tomassem direções anti-nacionais. O pecado do marxismo foi reduzir o socialismo a uma preocupação com os salários e a fome, colocando-o em conflito com o estado e com a sua existência nacional.
  • A burguesia está prestes a deixar o palco da história. No seu lugar entrará a classe dos trabalhadores produtivos, a classe operária, que tem sido até os dias de hoje oprimida: está começando a cumprir a sua missão política; está engajada numa luta dura e amarga para tornar-se parte do organismo nacional. A batalha começou no campo econômico; e terminará no político.
  • A burguesia não quer reconhecer o vigor da classe operária. O marxismo a obrigou a uma camisa de força que a levará a ruína. Enquanto a classe operária gradualmente se desintegra na frente marxista, perdendo a vitalidade, a burguesia e o marxismo endossam conjuntamente as linhas gerais do capitalismo.
  • Somos socialistas porque vemos a questão social como uma questão de necessidade e justiça para a própria existência de um estado para o nosso povo, e não uma questão de ter peninha ou de um sentimentalismo aviltante. O operário tem uma reivindicação de um padrão de vida que corresponda aquilo que produz.
  • É uma questão de formar uma nova consciência de estado que inclua cada cidadão produtivo. Uma vez que os poderes políticos de hoje não querem nem têm como criar uma tal situação, o socialismo só será alcançado com luta.
  • O socialismo é possível apenas num estado que é internamente unido e internacionalmente livre. A burguesia e o Marxismo são os responsáveis pela dificuldade em se alcançar ambos os objetivos, unidade doméstica e liberdade internacional. Não importa o quanto nacional e social essas duas forças se apresentem: são inimigas mortais de um estado nacional socialista.
  • Nós somos contrários à burguesia política, e somos a favor do genuíno nacionalismo!
  • Nós somos a favor do primeiro estado nacional alemão com uma natureza socialista!
  • Nós somos a favor do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães!
  • O trabalho não é a maldição da humanidade, mas a sua benção. Um homem torna-se homem através do trabalho. O trabalho o eleva, torna-o grande e consciente, coloca-o acima de todas as outras criaturas.
  • Se o trabalho se volta contra o bem-estar geral, é então traição a pátria.
  • O trabalhador num estado capitalista — e é este o seu maior azar — deixa de ser um ser humano vivo, um criador, um construtor.
  • Somos um partido dos trabalhadores porque vemos na batalha que se aproxima entre o mercado financeiro e o trabalho o começo e o término da estrutura do século XX. Estamos no lado do trabalho e contra o mercado financeiro. O dinheiro é a régua do liberalismo; trabalho e realização são a régua num estado socialista. O liberal indaga: O que é você? O socialista: Quem é você? Há um mundo que separa os dois.
  • Não queremos fazer de todos o mesmo. Nem queremos que haja estratos na população, alto e baixo, acima e abaixo. A aristocracia do estado vindouro será determinada não pelas posses ou pelo dinheiro, mas apenas pela qualidade das realizações pessoais. Ganha-se reconhecimento através do serviço. Os homens são distinguidos pelos resultados do seu trabalho. Eis a marca justa do caráter e do valor de uma pessoa. O valor do trabalho no socialismo será determinado por meio do seu valor para o estado, para toda a comunidade. Trabalho significa criação de valor, não depreciar coisas.
  • Nos intitulamos um partido dos trabalhadores porque queremos libertar os trabalhadores dos grilhões do capitalismo e do marxismo. Na luta pelo futuro da Alemanha, sem receios o admitimos, e aceitamos o ódio resultante que vem da burguesia liberal. Sabemos que teremos sucesso em trazer novas bençãos contra as suas maldições.
  • Aquele que cria valor trabalha, e é um trabalhador. Um movimento que quer libertar os trabalhadores é um partido dos trabalhadores.
  • Nós nos opomos aos judeus porque estamos defendendo a liberdade do povo alemão. O judeu é o causador e o beneficiário da nossa escravidão. Abusam da miséria social das grandes massas para aprofundar a lamentável divisão do nosso povo entre direita e esquerda.
  • O pulso do judeu é o mais firme quando vive um povo na escravidão doméstica e internacional, não quando é livre, obstinado, autossuficiente e determinado. O judeu é o causador dos nossos problemas e vive deles.
  • O judeu é o demônio plástico da decomposição. Onde ele encontra sujeira e decadência, emerge e começa o seu trabalho de açougueiro entre as nações. Oculta-se atrás de uma máscara e apresenta-se como um amigo para as suas vítimas, e antes que o conheçam já quebra os seus pescoços.
  • O judeu é desprovido de criatividade. Ele não produz coisa alguma, apenas pechincha produtos. Sejam trapos, roupas, quadros, joias, cereais, ações, remédios, povos ou estados. Ele, seja qual for o negócio, sempre rouba. Quando ele ataca um estado é um revolucionário. E tão logo obtém o poder, prega a paz e a ordem para que possa degustar as suas conquistas confortavelmente.
  • O que antissemitismo tem a ver com socialismo? Vou colocar a questão de outra forma: O que o judeu tem a ver com socialismo? Socialismo tem a ver com trabalho. Quando foi que alguém o viu trabalhando ao invés de saquear, roubar e viver do suor dos outros? Como socialistas somos adversários dos judeus porque vemos nos hebreus a incarnação do capitalismo.
  • Nos opomos aos judeus porque afirmamos o povo alemão. O judeu é a nossa maior desgraça.
  • A verdade é que lentamente o judeu está roubando tudo o que temos.
  • O que nós demandamos é novo, decisivo, e radical, revolucionário no sentido mais verdadeiro da palavra.
  • Consistente com sua atitude espiritual, o Nacional-Socialista traz consigo inequívocas exigências na política.
  • No lugar de uma colônia de escravos, nós queremos restaurar o estado nacional alemão. O estado não é, para nós, um fim em si mesmo, mas, em vez disso, um meio para um fim. O verdadeiro fim é a raça, a soma de todas as forças criativas e vivas do povo. A estrutura que hoje se chama de república alemã não é uma maneira para mantermos nossa herança racial. Tornou-se um fim em si mesmo sem nenhuma conexão real com o povo e as suas necessidades.
  • Nós queremos trabalho e alimento para todo nacional produtivo e camarada de sangue. O salário deve estar em conformidade com a realização. E isto significa maiores salários para os trabalhadores alemães!
  • Abaixo ao parlamentarismo democrático!

“Das Jahr 2000”, Das Reich (1945)

Joseph Goebbels, Das Jahr 2000 (Das Reich, 25 de fevereiro de 1945, pp. 1-2)

  • Se o povo alemão depusesse as suas armas, os soviéticos, conforme o pacto firmado entre Roosevelt, Churchill e Stalin, ocupariam inteiramente o leste e o sudeste da Europa, bem como a maior parte do Reich. Uma cortina de ferro cairia sobre esse enorme território controlado pela União Soviética, atrás da qual as nações seriam massacradas.

Joseph Goebbels: eine Biographie (Curt Riess, 1950)

Curt Riess, Joseph Goebbels: eine Biographie (Dreieck-Verlagsbuchhandlung, 1950)

  • Este homem [Hitler] é perigoso, ele acredita no que diz.
(Der Mann ist gefährlich, er glaubt was er sagt.)

Dossiê Hitler (Sérgio Pereira Couto, 2007)

Sérgio Pereira Couto, Dossiê Hitler (São Paulo: Universo dos Livros, 2007)

  • Conquistei esta cidade aos vermelhos e irei defendê-la dos vermelhos até ao último fôlego.
- No bunker em Berlim, já quando o exército soviético entrava na cidade, antes de cometer o suicídio