Policarpo de Esmirna

Bispo de Esmirna no século II e Santo da Igreja Católica
Policarpo de Esmirna
Policarpo de Esmirna
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Policarpo de Esmirna (n. 69 — m. 155) foi um bispo da igreja de Esmirna do século II. De acordo com a obra “Martírio de Policarpo”, ele foi apunhalado quando estava amarrado numa estaca para ser queimado-vivo e as chamas milagrosamente não o tocavam.



Epístola aos filipenses — ca. 110Editar

  • “Tenho acompanhado, assim como vocês, todos aqueles que estão acorrentados, os ornamentos dos santos, e aqueles que são de fato os diademas dos verdadeiros eleitos de Deus e de nosso Senhor; e porque as fortes raízes de vossa fé, falando de dias a muito tempo transcorridos, suportaram até agora, e trouxeram frutos a nosso Senhor Jesus Cristo, que por nossos pecados sofreu até a morte”
  • “Os diáconos devem ser inocentes (...) sendo servos de Deus e de Cristo, e não dos homens.”
  • “Os presbíteros devem ser compassivos e misericordiosos com todos, trazendo de volta aqueles que sairam do caminho reto, visitando os doentes, sem desprezar a viúva, o órfão, ou o pobre”
  • “Sejamos zelosos na busca do que é bom, mantendo-nos longe das causas de ofensa, de falsos irmãos, e daqueles que hipocritamente proclamam o nome do Senhor, fazendo os homens vãos caírem no erro.”
  • “Quem não confessar o testemunho da cruz, este é do demônio; e quem perverter as profecias do Senhor para sua própria satisfação, e diz que não há nem ressurreição nem julgamento, este é o primeiro nascido de Satanás. Por isso abandonemos os discursos vãos das multidões, e suas falsas doutrinas, e voltemos aos ensinamentos que nos foram dados desde o princípio”
  • “Continuemos perseverando em nossa esperança, nas primícias da justiça, que é Jesus Cristo (...). Sejamos imitadores de Sua paciência”
  • “Eu os exorto, portanto, a obedecerem atenciosamente à palavra da justiça, e a exercitarem a paciência, assim como vocês têm visto diante de seus olhos, não somente no caso dos abençoados Inácio, Zózimo e Rufo, mas também no caso dos outros que estão entre vocês, no próprio Paulo, e no restante dos apóstolos.”
  • “Sigam o exemplo do Senhor, permanecendo firmes e imutáveis na fé, amando o próximo, e permanecendo unidos uns aos outros, gozando juntos da verdade, mostrando a mansidão do Senhor nas suas relações com o próximo, sem desprezar ninguém.”
  • “Coitado é aquele por quem o nome do Senhor é blasfemado!”
  • “Se um homem não se mantém longe da avareza, ele se desonra pela idolatria, e deve ser julgado como um dos pagãos. Mas quem de nós está ignorando o julgamento do Senhor? «Não sabemos nós que os santos devem julgar o mundo?», como Paulo ensina.”
  • “Que o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e Ele mesmo, que é o Filho de Deus, e nosso eterno Pontífice, edifique-os na fé e na verdade, e em toda mansidão, gentileza, paciência, magnanimidade, tolerância e pureza; e Ele lhes dê parte de sua herança entre os santos, e a nós convosco, e a todos os que estão debaixo do céu, que crêem em nosso Senhor Jesus Cristo, e em Seu Pai, que «O ressuscitou dentre os mortos». Orem por todos os santos. Orem também pelos reis, e pelas autoridades, e príncipes, e por aqueles que vos perseguem e vos odeiam, e pelos inimigos da cruz, de modo que seu fruto seja manifestado a todos, e que vocês sejam perfeitos n'Ele.”


SobreEditar

Carta da Igreja de Esmirna a Igreja de Filomélio — Martírio de Policarpo — ca. 155Editar

  • “Nós vos escrevemos a respeito dos mártires e do bem-aventurado Policarpo, que fez a perseguição cessar, selando-a com seu martírio”.
  • “Quando por fim terminou de rezar, [Policarpo] lembrou-se de todos aqueles que tinha conhecido, pequenos e grandes, ilustres ou obscuros, e de toda a Igreja católica espalhada por toda a terra”.
  • “Quando a pira ficou pronta, o próprio Policarpo se despiu, desamarrou o cinto, e ele mesmo tirou o calçado. Ele nunca fizera isso antes, porque sempre cada um dos fiéis se apressava a ser o primeiro a tocar-lhe o corpo; mesmo antes do martírio, ele já fora constantemente venerado pela sua santidade de vida. Imediatamente colocaram em torno dele o material preparado para a pira”.
  • “Vendo que o fogo não podia consumir o seu corpo, os ímpios ordenaram ao carrasco que fosse dar o golpe de misericórdia com o punhal. Feito isso, jorrou tanto sangue que apagou o fogo. Toda a multidão admirou-se de ver tão grande diferença entre os incrédulos e os eleitos. Entre estes, o admirável mártir Policarpo, que foi, em nossos dias, mestre apostólico e profético, o bispo da Igreja católica de Esmirna”.
  • “O invejoso, o perverso e o mau, o adversário da geração dos justos, vendo a grandeza do seu testemunho e de sua vida irrepreensível desde o início, vendo-o ornado com a coroa da incorruptibilidade e conquistando uma recompensa incontestável, procurou impedir-nos de levar o corpo, embora muitos de nós o desejassem fazer e possuir sua carne santa. Ele sugeriu a Nicetas, pai de Herodes e irmão de Alce, que procurasse o magistrado, a fim de que ele não nos entregasse o corpo. Ele disse: «Não aconteça que eles, abandonando o crucificado, passem a cultuar esse aí». Dizia essas coisas por sugestão insistente dos judeus, que nos tinham vigiado quando queríamos retirar o corpo do fogo. Ignoravam eles que não poderíamos jamais abandonar Cristo, que sofreu pela salvação de todos aqueles que são salvos no mundo, como inocente em favor dos pecadores, nem prestarmos culto a outro. Nós o adoramos, porque é o Filho de Deus. Quanto aos mártires, nós os amamos justamente como discípulos e imitadores do Senhor, por causa da incomparável devoção que tinham para com seu rei e mestre. Pudéssemos nós também ser seus companheiros e condiscípulos!”
  • “Vendo a rixa suscitada pelos judeus, o centurião colocou o corpo [de Policarpo] no meio e o fez queimar, como era costume. Desse modo, pudemos mais tarde recolher seus ossos, mais preciosos do que pedras preciosas e mais valiosos do que o ouro, para colocá-los em lugar conveniente. Quando possível, é aí que o Senhor nos permitirá reunir-nos, na alegria e contentamento, para celebrar o aniversário de seu martírio, em memória daqueles que combateram antes de nós, e para exercitar e preparar aqueles que deverão combater no futuro”.
  • “Juntamente com os apóstolos e todos os justos, na alegria, ele [Policarpo] glorifica Deus, Pai todo-poderoso, e bendiz nosso Senhor Jesus Cristo, o salvador de nossas almas, guia de nossos corpos, e pastor da Igreja católica no mundo inteiro”.

Ver tambémEditar