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Paulo Alexandrovich Romanov

Paulo Alexandrovich Romanov
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Paulo Alexandrovich Romanov (3 de Outubro de 1860 - 24 de Janeiro de 1919) era o oitavo filho do Czar Alexandre II da Rússia e da sua primeira esposa Maria Alexandrovna. O seu nascimento foi comemorado com a criação da cidade de Pavlodar no Cazaquistão. Entrou no Exercito russo e subiu na carreira até ser nomeado General, mas era conhecido pela sua gentileza, fervor religioso e acessibilidade em falar com as pessoas.


  • "Quanto ao Príncipe sueco, o que posso eu dizer sobre ele? (...) Como as crianças estão sob custódia de outros, o pai não tem oportunidade nem de conhecer o noivo nem de se pronunciar a favor ou contra e muito menos de expressar a opinião de que uma menina de 17 anos é demasiado nova para se casar. Os guardiões decidiram tantas questões sem mim que, na verdade, as crianças se distanciaram de mim ao maior nível possível."
-Carta dirigida ao czar Nicolau II após ser informado de que a sua filha, a Grã-duquesa Maria Pavlovna, se iria casar com o Príncipe Guilherme da Suécia. Datada de 12 de Maio de 1907.
  • "De qualquer forma teria tudo sido inútil. No estado de mente presente do Imperador, ele não teria parado por nada e teria ido ao extremo para seguir com esta decisão. Se os Aliados se opusessem ele teria abandonado a Aliança em vez de permitir que alguém duvidasse do seu direito de soberania que, aos olhos dele, tem também um carácter de dever religioso."
-Durante uma conversa com o embaixador francês, Maurice Paleologue, na altura em que o seu sobrinho, o Czar Nicolau II, decidiu assumir o comando total das tropas russas durante a Primeira Guerra Mundial.
  • “Prefiro morrer a ter de vestir, nem que seja só por cinco minutos, um uniforme austríaco.”
-Resposta dada pelo Grão-duque a uma proposta apresentada pela sua enteada para o ajudar a fugir da Rússia revolucionária em 1918, em que ele teria de enverdar o uniforme do inimigo que tinha combatido durante a Primeira Guerra Mundial.
  • "Cuida bem das meninas. É o teu dever e o meu desejo."
-Palavras ditas à esposa ao ser preso, referindo-se ás suas filhas mais novas, Irina e Natália.
  • "Perdoa-os Senhor. Eles não sabem o que estão a fazer."
-Últimas palavras proferidas antes de ser fuzilado por bolcheviques em Janeiro de 1919.

SobreEditar

  • "O Grão-duque Paulo tinha um temperamento muito brando. Tinha os seus momentos de vivacidade e de extremo, mas no geral era de uma grande benevolência, cuidando daqueles que eram dependentes dele de alguma forma. Ele nunca foi muito conversador e mantinha uma vida modesta e confinada, principalmente devido à sua saúde."
-Alexei Voklov em Memories of Alexei Voklov - Personal Valet to Tsarina Alexandra Feodorovna 1910 - 1918"
  • “Portanto, uma noite, à mesa, a minha irmã e eu enchemo-nos de coragem e começamos a fazer-lhe perguntas sobre esse assunto [a família do Grão-duque]. Ele falou-nos com alegria das brincadeiras que tinha com o irmão dele, Sérgio. (…) Nós construímos-lhe uma miniatura do pequeno canal do parque imperial. Depois ele ficou triste, certamente a pensar na morte trágica do seu pai e irmão. Ao constatar-mos o resultado da nossa curiosidade, nunca mais lhe fizemos perguntas sofre a infância dele.”
-Irina Pavlovna Paley, filha de Paulo.
  • "Ele falou connosco prolongadamente sobre tudo o que devia à nossa mãe, tudo o que ela lhe tinha trazido que ele nunca tivera conhecido anteriormente, e sobretudo o que ela significava para ele. Ele falou enquanto caminhávamos, o que o ajudou a ultrapassar a sua personalidade reservada e a sua intensa timidez. Será que na altura ele já pressentia que não lhe restava muito tempo de vida? Sinto-me tentada a acreditar que sim e que ele nos estava a pedir para tomar conta da nossa mãe quando ele já não pudesse estar com ela."
-Irina Pavlovna Paley, filha de Paulo.
  • "Ele nunca mostrou qualquer sinal de impaciência, contudo aquela inactividade e ociosidade forçadas pesavam-lhe muito. A sua vida familiar era extremamente feliz, mas ele tinha saudades do seu país."
-Grã-duquesa Maria Pavlovna, filha mais velha de Paulo, sobre os seus anos no exílio.