Murilo Mendes

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Murilo Monteiro Mendes (nasceu em 13 de maio de 1901, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil - faleceu em 13 de agosto de 1975, em Lisboa, Portugal). Poeta e prosador expoente do surrealismo e do modernismo brasileiro.



  • "A poesia não pode nem deve ser um luxo para alguns iniciados: é o pão cotidiano de todos, uma aventura simples e grandiosa do espírito."
-"O Discípulo de Emaús", aforismo 198 - Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 834.
  • "A filha do modesto funcionário público
dá um bruto interesse à natureza-morta
da sala pobre no subúrbio.
O vestido amarelo de organdi
distribui cheiros apetitosos de carne morena
saindo do banho com sabonete barato."
- "Perspectiva da Sala de Jantar" - Poesias, 1925-1955. Rio de Janeiro: Livr. José Olympio, 1959, p. 11.
  • "As lavadeiras no tanque branco
Lavam o espectro da guerra.
Os braços das lavadeiras
No abismo noturno
Vão e vêm."
- "As Lavadeiras" - Poesia Liberdade. Rio de Janeiro: Agir, 1947, p. 38.
  • "Não nasci no começo deste século:
Nasci no plano do eterno,
Nasci de mil vidas superpostas,
Nasci de mil ternuras desdobradas.
Vim para conhecer o mal e o bem
E para separar o mal do bem."
- "Vocação do Poeta" - Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 248.
  • O sol afunda-se no ocaso
como a cabeça daquela menina sardenta
na almofada de ramagens bordadas por Dona Cocota Pereira.
- "Poesias, 1925-1955" - Página 6, de Murilo Mendes - Publicado por Livr. José Olympio, 1959 - 482 páginas
  • "Sou um espírito dialético, eu busco a lógica oculta entre a sensualidade e cristianismo, racionalismo e irracionalismo".
- Em entrevista à Revista Veja, em setembro de 1972
  • "Não ponha o nome de Gilda na sua filha, coitada, Se tem filha pra nascer Ou filha pra batizar."
- "O visionario: poemas (1930/33)" - Página 61, de Murilo Mendes - Publicado por J. Olympio, 1941 - 140 páginas