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Hans Vaihinger
Hans Vaihinger
Hans Vaihinger em outros projetos:

Hans Vaihinger (Nehren, 25 de setembro de 1852 — Halle an der Saale, 18 de dezembro de 1933) foi um filósofo alemão mais conhecido como acadêmico de Kant e por sua obra Die Philosophie des Als Ob (A filosofia do "como se"), publicada em 1911, mas escrita mais de trinta anos antes.


A Filosofia do como se (1911)Editar

Parte IEditar

  • "... operações de caráter quase misterioso, que vão de encontro ao procedimento comum de um modo mais ou menos paradoxal. Elas são métodos que dão ao espectador a impressão de mágica, caso ele próprio não seja iniciado ou igualmente hábil no mecanismo."
"... Operationen welch, einen fast geheimnisvollen Charakter an sich tragend, auf eine mehr oder weniger paradoxe Weise dem gewöhnlichen Verfahren widersprechen, Methoden, welche, dem nicht in den Mechanismus eingeweihten, nich so fertig geübten Zuschauer den Eindruck des Magischen machend."
- Die Philosophie des Als Ob, página 17, Hans Vaihinger, BoD – Books on Demand, 2013, ISBN 3846020176 - 858 páginas.
  • "... o mundo das representações como um todo não é destinado a ser uma cópia da realidade - o que seria tarefa totalmente impossível -, mas a nos dar um instrumento com o qual nos podemos orientar com maior facilidade neste mundo."
- A filosofia do como se, páginas 128, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "... no campo das ciências algo não pode ser senão moeda de calculo qie uma pessoa toma como real."
- A filosofia do como se, página 177, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "Compreender significa reduzir algo a formas conhecidas de representação."
- A filosofia do como se, página 187, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "O mundo das representações não é a imagem do mundo real senão instrumento com o qual captamos tal mundo e o compreendemos subjetivamente."
- A filosofia do como se, página 201, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "A finalidade ultima e propriamente dita do pensamento é a ação e a possibilidade da ação."
- A filosofia do como se, página 2005, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "Uma pessoa comum toma o dito em seguida por natural e real, no começo, não só crê que os conceitos sejam representantes da realidade, também considera os métodos e caminhos do pensamento idênticos aos caminhos e luz do ser.
- A filosofia do como se, páginas 251-252, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "É um fenômeno frequente no campo da ciência que um pensador não possua clareza a respeito das suas próprias descobertas e de seus métodos."
- A filosofia do como se, página 326, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "A atividade organizadora da função lógica traz todas as sensações para si e assim em tal processo, constrói o seu próprio mundo interno; este mundo se distancia progressivamente da realidade, mas permanece tão estreitamente conectado em determinados pontos a ela que ocorrem constantes transições de uma esfera para outra; e o homem sequer percebe que age duplamente, em seu interior (o qual toda via, objetiviza como mundo sensível da intuição) e em um mundo inteiramente diverso do externo.
- A filosofia do como se, página 337, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "De qualquer maneira, temos de deixar para trás a opinião ingênua de que o que pensamos exista realmente."
- A filosofia do como se, página 339, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "É preciso que não sejamos nem dogmáticos nem céticos, mas sim críticos"
- A filosofia do como se, página 339, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "Compreender o mundo constitui... [em] um desejo paradoxal, uma vez que todo compreender assenta na redução, natural ou meramente suposta, a algo conhecido."
- A filosofia do como se, página 352, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.

Parte IIEditar

  • "A teoria do conhecimento revelou que toda nossa representação do mundo reside inteiramente em sensações transformadas. Se este for o caso, dai deduzir-se-ia de imediato a validez da teoria do relativismo: pois como as sensações não são coisa diversa de nossas próprias transformações, então a nossa experiência só terá valor em referência a nós mesmos.
- A filosofia do como se, página 396, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "Estamos acostumados a considerar real a tudo que pomos um nome, sem levar em conta que não só é possível denominar algo real, como também algo que é irreal."
- A filosofia do como se, página 449, Hans Vaihinger; Tradução e apresentação de Johannes Kretschmer - Chapecó: Argos, 2011 - 723 páginas.
  • "... a pobreza da língua nos primeiros tempos, o gosto por frases curtas e concisas, retoricamente eficientes, a consideração pelos ânimos cultos e ingênuos dos ouvintes levaram e seduziram os fundadores de religiões a verbalizar na forma linguística do dogma o que eles próprios entendiam como ficções conscientes. De acordo com a lei do "deslocamento de ideias"... a ficção consciente do mestre vira em seguida inconscientemente dogma para o discípulo."