Diferenças entre edições de "Jean-Paul Sartre"

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(A náusea, pág. 168)
 
* "Éramos um monte de existências enfadadas, embaraçadas de nós mesmos, sem a menor razão para estarmos aí, nem uns nem outros; cada existente, confuso, inquieto, sentia-se demais em relação aos outros. (...) E eu - fraco, enlanguecido, obsceno, digerindo, movendo mornos pensamentos - eu também era demais. (...) A palavra absurdidade nasce agora sob minha pena. (...) E sem nada formular claramente, compreendi que havia encontrada a chave da EExistência, a chave de minhas náuseas, de minha própria vida. De fato, tudo o que consegui apreender em seguida se reduz a essa absurdidade fundamental."
(A náusea, pág. 163-4)
 
* "Mas eu, há pouco, fiz a experiência do absoluto: o absoluto ou o absurdo. (...) Eu não estava surpreso, sabia que era o Mundo, o Mundo em sua nudez que se mostrava repentinamente, e eu sufocava de cólera contra esse grande ser absurdo."
(A náusea, pág. 170)
 
==O Ser e o Nada==
* "A existência precede e comanda a essência."
:- ''Parte 4, capítulo 1
 
* "Eu estou condenado a ser livre."
:- ''Parte 4, capítulo 1
 
* "Todas as ações humanas são equivalentes... e... todas são no princípio condenadas a falhar."
 
* "Somos separados das coisas por nada, apenas por nossa liberdade; é ela que faz que haja coisas com toda sua indiferença, sua imprevisibilidade e sua adversidade, e que nós sejamos inelutavelmente separados delas, pois é sobre um fundo de nadificação que elas aparecem e que se revelam como ligadas umas às outras."
(o ser e o nada, pág. 591)
 
* "A natureza do passado é dada ao passado pela escolha origina de um futuro."
(O ser e o nada, pág. 578)
 
* "A única força do passado lhe advém do futuro."
(O ser e o nada, pág. 580)
 
* "A liberdade que é minha liberdade permanece total e infinita."
(O ser e o nada, pág. 632)
 
* "Em certo sentido, eu escolho ter nascido."
(O ser e o nada, pág. 641)
 
* "Eu sou responsável por tudo, salvo por minha própria responsabilidade, porque eu não sou o fundamento de meu ser."
(o ser e o nada, pág. 641)
 
* "A liberdade é o único fundamento dos valores e nada, absolutamente nada, me justifica ao adotar tal ou tal valor, tal ou tal escala de valores. Enquanto ser pelo qual os valores existem eu sou injustificável. E minha liberdade se angustia de ser o fundamento sem fundamento dos valores."
(O ser e o nada, pág. 76)
 
* "O outro é, por princípio, aquele que me olha."
(O ser e o nada, pág, 315)
 
* "O olhar é, antes de mais nada, um intermediário que remete de mim a mim mesmo."
(O ser e o nada, pág. 316)
 
* "Quando sou visto, tenho, de repente, consciência de mim enquanto escapo a mim mesmo, não enquanto sou o fundamento de meu próprio nada, mas enquanto tenho o meu fundamento fora de mim. Só sou para mim como pura devolução ao outro."
(O ser e o nada, pág. 318)
 
* "A vergonha é vergonha de si, ela é reconhecimento de que eu realmente sou esse objeto que o outro olha e julga. Só posso Ter vergonha de minha liberdade enquanto ela me escapa para tornar-se objeto dado. "
(O ser e o nada, pág. 319)
 
* "O em-si é pleno de si mesmo e não se poderia imaginar plenitude mais total, adequação mais perfeita do conteúdo ao continente: não existe o menor vazio no ser, a menor fissura por onde se pudesse introduzir o nada. "
(O ser e o nada, pág. 116)
 
* "O homem é o ser pelo qual o nada vem ao mundo."
(O ser e o nada, pág. 60)
 
* "A consciência nada tem de substancial, é uma pura "aparência", no sentido de que só existe na medida em que se aparece."
(O ser e o nada, pág. 23)
 
* "A consciência é um ser que, em seu ser, é consciência do nada de seu ser."
(O ser e o nada, pág. 85)
 
* "O ser da consciência não coincide consigo mesmo em uma adequação plena. (...) A característica da consciência é que ela é uma decompressão do ser. É impossível, com efeito, defini-la como coincidência consigo própria. Desta mesa, posso dizer que ela é pura e simplesmente esta mesa. Mas de minha crença (por exemplo), não me posso limitar a dizer que é crença: minha crença é consciência (de) crença. "
(O Ser e o nada, pág. 116)
 
* "O para-si é responsável em seu ser por sua relação com o em-si ou, se se preferir, ela se produz originariamente sobre o fundamento de uma relação com o em-si. (...) (A consciência é) um ser para o qual se trata, em seu ser, do problema de seu ser enquanto esse ser implica um ser outro que não ele."
(O ser e o nada, pág. 220)
 
==As Mãos Sujas==
*"Tu és metade vítima, metade cúmplice, como todos os outros."
:- ''1948.
 
*"Quanto aos homens, não é o que eles são que me interessa, mas o que eles podem se tornar."
:- ''1948.
 
==O Muro==
*"A dúvida é o preço da pureza."
:- ''1939.
 
==Entre Quatro Paredes==
*"O inferno são os outros."
:- ''1945.
 
==Situations==
*"Um anti-comunista é um cão."
:- ''Situations IV, Paris, Gallimard, 1967, pgs 248-249.
 
*"Desde que ele (Merleau-Ponty) aprendera a história, eu já não era o seu igual. Continuava a questionar os fatos, quando ele já tentava fazer falar os acontecimentos. Os fatos se repetem."
(Situações IV, pág. 206)
 
*"Ele foi meu guia; Humanismo e terror é que me fez dar o salto. Este pequeno livro tão denso mostrou-me o método e o objeto: deu-me a sacudida necessária para arrancar-me de meu imobilismo."
(Situações, pág. 215)
 
*"E são estas duas idéias - difíceis, reconheço: o homem é livre - o homem é o ser pelo qual o homem se torna objeto - que definem o nosso estatuto presente e permitem compreender a opressão."
(Situações, pág. 109)
 
*"Nossa liberdade hoje não é nada mais que a livre escolha de lutar para nos tornarmos livres. E o aspecto paradoxal desta fórmula exprime simplesmente o paradoxo de nossa condição histórica. Não se trata de enjaular meus contemporâneos: eles já estão na jaula."
(Situações, pág. 110)
 
==Crítica da razão dielética==
 
Há uma história humana, com uma verdade e uma inteligibilidade.
(Crítica da razão dialética, pág. 10)
 
[Há uma] totalização perpetuamente em curso como História e como Verdade histórica.
(Crítica da razão dialética, pág. 10)
 
[O Marxismo] permanece a filosofia de nosso tempo (...) as circunstâncias que o geraram ainda não foram vencidas.
(Crítica da razão dialética, pág. 29)
 
O marxismo parou: precisamente porque esta filosofia quer muar o mundo, porque ela visa o tornar-se mundo da filosofia, porque ela é e quer ser prática, operou-se nela uma verdadeira cisão que lançou a teoria de um lado e a práxis do outro.
(Crítica da razão dialética, pág. 25)
 
O método se identifica ao Terror por sua recusa inflexível de diferençar.
(Crítica da razão dialética, pág. 40)
 
Nós censuramos ao marxismo contemporâneo o relegar ao azar todas as determinações concretas da vida humana (...) O resultado é que ele perdeu inteiramente o sentido do que seja um homem: ele não dispõe, para preencher as suas lacunas, senão da absurda psicologia de Pavlov.
(Crítica da razão dialética, pág. 109)
 
O marxismo degenerará em uma antropologia inumana se não reintegrar em si o próprio homem como seu fundamento.
 
(Crítica da razão dialética, pág. 109)
 
No momento em que a pesquisa marxista assumira dimensão humana (isto é, o projeto existencial) como o fundamento do Saber antropológico, o existencialismo não terá mais razão de ser: absorvido, excedido e conservado pelo movimento totalizante da filosofia, ele cessará de ser uma pesquisa particular para tornar-se o fundamento de toda pesquisa.
(Crítica da razão dialética, pág. 111)
 
==O existencialismo é humanismo==
 
*"O existencialismo ateu, que eu represento (...) declara que se Deus não existe, há ao menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por algum conceito e que esse ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana. O que significa aqui que a existência precede a essência? Isso significa que, primeiramente, existe o homem, ele se deixa encontrar, surge no mundo, e que ele só se define depois. O homem tal como o concebe o existencialista não é definível porque, inicialmente, ele nada é. Ele só será depois, e ele será tal como ele se fizer. Assim, não existe natureza humana, já que não há Deus para concebê-la. O homem é apenas não somente tal como ele se concebe, mas tal como ele se quer, e como ele se concebe após existir, como ele se quer depois dessa vontade de existir - o homem é apenas aquilo que ele faz de si mesmo. Tal é o primeiro princípio do existencialismo."
(O existencialismo é um humanismo, pág. 24)
 
 
 
* "Será que, no fundo, o que amedronta na doutrina que tentarei expor não é fato de que ela deixa uma possibilidade de escolha para o homem?"
 
* "O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo: é esse o primeiro princípio do existencialismo."
 
* "O existencialista declara freqüentemente que o homem é angústia. Tal afirmação significa o seguinte: o homem que se engaja e que se dá conta de que ele não é apenas aquele que escolheu ser, mas também um legislador que escolhe simultaneamente a si mesmo e a humanidade inteira, não consegue escapar ao sentimento de sua total e profunda responsabilidade."
 
* "Se uma voz se dirige a mim, sou sempre eu mesmo que terei de decidir que essa voz é a voz do anjo; se considero que determinada ação é boa, sou eu mesmo que escolho afirmar que ela é boa e não má."
 
* "Com efeito, se a existência precede a essência, nada poderá jamais ser explicado por referência a uma natureza humana dada e definitiva; ou seja, não existe determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade."
 
* "Estamos sós, sem desculpas. É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre."
 
* "O desamparo implica que somos nós mesmos que escolhemos o nosso ser. Desamparo e angústia caminham juntos."
 
* "Quanto ao desespero, trata-se de um conceito extremamente simples. Ele significa que só podemos contar com o que depende da nossa vontade ou com o conjunto de probabilidades que tornam a nossa ação possível."
 
* "Primeiro, tenho que me engajar; em seguida, agir segundo a velha fórmula: “não é preciso ter esperança para empreender”. Isso não quer dizer que eu não deva pertencer a um partido, mas que não deverei ter ilusões e que farei o melhor que puder."
 
* "Ora, na verdade, para o existencialista, não existe amor senão aquele que se constrói; não há possibilidade de amor senão a que se manifesta num amor;"
 
* "Um homem compromete-se com sua vida, desenha seu rosto e para além desse rosto, não existe nada."
 
* "O que o existencialista afirma é que o covarde se faz covarde, que o herói se faz herói; existe sempre, para o covarde, uma possibilidade de não mais ser covarde, e, para o herói, de deixar de o ser. O que conta é o engajamento total, e não é com um caso particular, uma ação particular, que alguém se engaja totalmente."
 
* "A escolha é possível, em certo sentido, porém o que não é possível é não escolher. Eu posso sempre escolher, mas devo estar ciente de que, se não escolher, assim mesmo estarei escolhendo."
 
* "O homem faz-se; ele não está pronto logo de início; ele se constrói escolhendo a sua moral; e a pressão das circunstâncias é tal que ele não pode deixar de escolher uma moral. Só definimos o homem em relação a um engajamento."
 
* "A única coisa que importa é saber se a invenção que se faz se faz em nome da liberdade."
 
* "Viver como existencialista é aceitar pagar por essa doutrina e não impô-la através de livros. Quem deseja que essa filosofia seja um engajamento de verdade, deve justificá-la perante aqueles que a discutem no plano político ou moral."
 
* O homem é apenas seu projeto, só existe na medida em que se realiza, ele é tão-somente o conjunto de seus atos.
(O existencialismo é um humanismo, pág. 55)
 
* Todo homem se refugia na desculpa de suas paixões, todo homem que inventa um determinismo é um homem de má fé.
(O existencialismo é um humanismo, pág. 81)
 
* Nossa responsabilidade é muito maior do que poderíamos supor, porque ela engaja a humanidade inteira.
(O existencialismo é um humanismo, pág. 26)
 
* Sou responsável por mim mesmo e por todos, e crio uma certa imagem do home que eu escolho: escolhendo a mim, escolho o homem.
(O existencialismo é um humanismo, pág. 27)
 
* Cada vez que o homem escolhe seu compromisso e seu projeto com toda sinceridade e com toda lucidez, torna-se-lhe impossível preferir um outro.
(O existencialismo é um humanismo, pág. 79)
 
==Atribuídas==
{{sem fontes}}
 
*"Enquanto o capitalismo existir, o marxismo será a melhor teoria."
 
*"Ninguém deve cometer a mesma tolice duas vezes. A possibilidade de escolha é muito grande."
 
*"A violência, seja qual for a maneira como se manifesta, é sempre uma derrota."
 
*"Nós somos o próximo construído por amigos e inimigos".
 
*"No amor, um mais um é igual a um."
 
*"Quanto mais areia escorreu no relógio de nossa vida, mais claramente deveríamos ver através do vidro."
 
*"Eu mudo para continuar o mesmo."
 
*"Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana , os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem".
 
*"Se você sente solidão quando a sós, está em má companhia."
 
*"O que você fez, daquilo que te fizeram?"
 
*"É sempre fácil obedecer quando se sonha comandar."
 
*"É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz."
 
*"Ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de ação".
 
*"O desejo exprime-se por uma carícia, tal como o pensamento pela linguagem."
 
*"O homem não é senão o seu projeto, e só existe na medida em que se realiza."
 
*"O silêncio é reacionário."
 
*"Só me sinto bem em liberdade, fugindo dos objetos, fugindo de mim mesmo..."
 
*"Sou um verdadeiro vácuo, embriagado de orgulho translúcido...como o mundo que quero conhecer a fundo."
 
*"A gente se desfaz de uma neurose, mas não se cura de si próprio."
 
*"A verdade é subjetividade."
 
*"A imagem não é uma coisa é um ato de conciência."
 
*"O escritor, homem livre que se dirige a homens livres só pode ter um tema --a liberdade."
 
*" O ato revolucionário é um ato livre por excelência."
 
*"O escritor sempre pode ajudar a evitar o pior aconteça."
 
*"O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo:é esse o primeiro princípio do existencialismo."
 
*"O homem é responsável por si mesmo."
 
*"É melhor vencermos a nós mesmos do que ao mundo."
 
*"Liberdade não é fazer o que se quer, mas querer fazer o que se faz."
 
*"Para mim, o que vicia as relações entre as pessoas é que cada um conserva, na relação com o outro, alguma coisa de oculto, de secreto. Penso que a transparência deve sempre substituir o segredo. E penso muito no dia em que duas pessoas não terão mais segredos entre si porque não mais os terão para ninguém, porque a vida subjetiva, assim como a objetiva, estará totalmente aberta."
 
==Referências==
<references/>
 
[[Categoria:Pessoas]]
[[Categoria:Filósofos da França]]
 
[[bg:Жан-Пол Сартр]]
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[[de:Jean-Paul Sartre]]
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[[es:Jean-Paul Sartre]]
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[[fa:ژان پل سارتر]]
[[fr:Jean-Paul Sartre]]
[[hr:Jean-Paul Sartre]]
[[id:Jean-Paul Sartre]]
[[it:Jean-Paul Sartre]]
[[he:ז'אן-פול סארטר]]
[[ku:Jean-Paul Sartre]]
[[lt:Žanas Polis Sartras]]
[[hu:Jean-Paul Sartre]]
[[nl:Jean-Paul Sartre]]
[[no:Jean-Paul Sartre]]
[[pl:Jean-Paul Sartre]]
[[ro:Jean-Paul Sartre]]
[[ru:Жан Поль Сартр]]
[[sq:Jean-Paul Sartre]]
[[sk:Jean-Paul Sartre]]
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[[sv:Jean-Paul Sartre]]
[[tr:Jean Paul Sartre]]
[[zh:让-保罗·萨特]]
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