Diferenças entre edições de "Castro Alves"

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→‎Citações: sobre teatro e poesia
(add versos de Eugênia Câmara)
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*Que sou pequeno — mas só fito os Andes.<ref name=ledo/>
 
*O meu cinismo passa a misantropia. Acho-me bastante afetado do peito, tenho sofrido muito. Essa apatia mata-me. <br>1863, no Recife, carta a Marcolino de Moura.<ref name=tomodois>Obras Completas de Castro Alves, 1944. Castro Alves. Col: Livros do Brasil. 2. [S.l.]: Companhia Editora Nacional. 562 páginas. Introdução e notas de Afrânio Peixoto.</ref>
 
*Trevas e luz. Tormentas e bonanças. Amargos e ambrosias... É assim que eu vivo... A dor e o prazer são as únicas afirmações da existência... Convenço-me então de que existo.<br>1867, em Salvador, carta a Regueira Costa.<ref name=tomodois/>
 
*Em mim a [[preguiça]] é proverbial.<br>id., ib.<ref name=tomodois/>
 
*Sou preguiçoso (Isto é velho).<br>1868, Rio de Janeiro, carta ao amigo e futuro cunhado Augusto Álvares Guimarães.<ref name=tomodois/>
 
*Nós os filhos do norte (consente este ''norte''; sabes que é palavra relativa) sonhamos S. Paulo o oásis da liberdade e da poesia plantado em plenas campinas do Ypiranga... Pois o nosso sonho é realidade e não é realidade... Se a poesia está no envergar do ponche escuro e largar-se campo fora a divagar perdido nestes ''gerais'' limpos e infinitos como um oceano de juncos; se a poesia está no enfumaçar-se do quarto com o cigarro clássico, enquanto la fora o vento enfumaça o espaço com a garoa (é uma névoa espessa como nuvem que se arrastasse pelas ruas) com a garoa ainda mais clássica; se a poesia está no espreitar de uns olhos negros através dos balcões* [*É para dar-lhes um caráter espanholado] ou através de das rendas da mantilha que em amplas dobras esconde as formas das moças, então a Pauliceia é a terra da poesia.<br>1868, São Paulo, carta ao amigo e futuro cunhado Augusto Álvares Guimarães.<ref name=tomodois/>
 
*Sobre "Os Escravos" que ainda escrevia:<br>É um canto do futuro. O canto da esperança e nós não devemos esperar? Sim, e muito e sempre...<br>id. ib.
 
*Caminhai, moços, ide ao teatro. Entrai, homens do povo, bebei a luz daquele tabernáculo.<br>in "Relíquias": "Impressões de Teatro", sob pseudônimo de ''Antony''.<ref name=tomodois/>
*Sabe que o meu trabalho precisa de uma plateia ilustrada. Precisa talvez mesmo de uma plateia ''acadêmica''. O lirismo, o patriotismo, a linguagem creio que serão bem recebidos por corações de vinte anos, porque o Gonzaga é feito para a mocidade.<br>1868, São Paulo, carta ao ator Joaquim Augusto Ribeiro de Souza, que encenaria sua peça.
 
*Sabe que o meu trabalho precisa de uma plateia ilustrada. Precisa talvez mesmo de uma plateia ''acadêmica''. O lirismo, o patriotismo, a linguagem creio que serão bem recebidos por corações de vinte anos, porque o Gonzaga é feito para a mocidade.<br>1868, São Paulo, carta ao ator Joaquim Augusto Ribeiro de Souza, que encenaria sua peça.<ref name=tomodois/>
*Eis-me aqui na Corte há quatro dias, eu, pobre inválido, que não podia chegar até a sala!... Que força, que mola estranha deu vida ao cadáver? Foi Deus. O Deus de Lázaro sustentou-me nesse instante em que a amizade acompanhou-me.<br>25 de maio de 1869, Rio de Janeiro, carta "Aos amigos de S. Paulo", após o acidente de caça que lhe custara o pé.
 
*Eis-me aqui na Corte há quatro dias, eu, pobre inválido, que não podia chegar até a sala!... Que força, que mola estranha deu vida ao cadáver? Foi Deus. O Deus de Lázaro sustentou-me nesse instante em que a amizade acompanhou-me.<br>25 de maio de 1869, Rio de Janeiro, carta "Aos amigos de S. Paulo", após o acidente de caça que lhe custara o pé.<ref name=tomodois/>
 
===Excertos ===
Cresce, cresce, seara vermelha,
Cresce, cresce, vingança feroz.</poem>
 
===Poeta e poesia ===
*O poeta é o músico da inteligência, assim como o músico é o poeta do ouvido.<br>in "Relíquias": "Impressões da leitura das poesias do Sr. A. A. de Mendonça", 1864.<ref name=tomodois/>
*A poesia assimila a si todas as nuances das ideias das épocas, enroupa-se do manto da natureza, que a cerca.<br>id. ib.<ref name=tomodois/>
*A poesia, pois, na terra dos Andradas, dos Pedros Ivos, e dos Tiradentes deve ser majestosa como as matas virgens da América, arrojada, como seus rios gigantes, livre, como os ventos, que passam gementes por suas várzeas, que zurzem os costados pedregosos dos seus gigantes de granito. A poesia enfim deve de ser o reflexo desta terra.<br>id. ib.<ref name=tomodois/>
*O poeta é uma harpa entregue às ventanias da noite, onde a brisa acha um canto de amor, o vento frio das desoras um lamento, o vendaval um trono lúgubre de morte.<br>id. ib.<ref name=tomodois/>
*A poesia moralizadora e filosófica é o noivado da fantasia com a razão. Poesia sublime, que cantando ensina, maldizendo regenera, chorando purifica.<br>id. ib.<ref name=tomodois/>
*A poesia moral, filtrando no coração, aí entorna o perfume da virtude, e mesmo quando a memória tem-na esquecido, o coração guarda dela uma reminiscência suave, como essas ânforas antigas, quando mesmo esgotadas, rescendem os aromas, que se lhe conglutinaram.<ref name=tomodois/>
*No Brasil, onde há tanto talento, mas também tanto marasmo, os poucos sacerdotes da poesia não devem consentir que o fogo sagrado se extinga no sacrário da inteligência.<br>Id. ib.<ref name=tomodois/>
*A poesia é um sacerdócio. — Seu Deus — o belo. — Seu turibulário — o Poeta.<br>in "Relíquias": "Poesia", 1864.<ref name=tomodois/>
 
==Sobre ==
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