Diferenças entre edições de "Jean-Joseph Gaume"

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"Entre os antigos costumes conservados zelosamente encontra-se o sinal da Cruz. "Nossos pais, os antigos monges - escreve um de seus historiadores - faziam frequente e religiosamente o sinal da Cruz. Eles o faziam, sobretudo, ao levantar-se, ao deitar-se, antes do trabalho, ao deixar suas celas ou o mosteiro, ao retornar, ao se colocar à mesa, sobre o pão, sobre o vinho e sobre cada prato." Joseph Gaume cita Martênio, De Antiquis Monachorum Ritibus, livro 1, capítulo 1, número 25 e seguintes.
 
"Fazer o sinal da Cruz - diz um deles - sobre quem colocou sua esperança em Jesus Cristo é a primeira coisa que se faz entre nós e é a mais conhecida." - Joseph Gaume citando São Basílio Magno, ''Tratado Sobre o Espírito Santo'', capítulo 25.
 
"Outro diz: "Devemos fazer o sinal da Cruz em todas as situações." - Joseph Gaume citando Santo Ambrósio, em ''Sermão 43''.
 
"Quando o homem, ameaçado por um perigo, assolado pela dúvida, perseguido pela tentação, perdido de sofrimentos e doenças, pronuncia solenemente as palavras "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" ao traçar sobre si o sinal da Cruz, sinal vencedor do inferno, o mal recua. O homem fez tudo o que deveria para obter sucesso. Deus, de algum maneira, deve intervir para assim glorificar o seu próprio nome e o poder de seu Cristo."
 
"O primeiro vem de Juliano, o Apóstata. Desertor do verdadeiro Deus, este imperador caiu, inevitavelmente, no culto de adoração do demônio. Para conhecer os segredos do futuro, ele revira toda a Grécia em busca de homens que o ponham em contato com o espírito maligno. Um advinho se apresenta e promete satisfazer sua curiosidade. Juliano é levado a um templo dos ídolos. Feitas as invocações, o imperador se vê rodeado de demônios aterrorizantes. Em reação espontânea ele faz o sinal da Cruz, ao que todos os demônios desaparecem. O advinho reclama e retoma as invocações. Os demônios retornam. Juliano mais uma vez automaticamente faz o sinal da Cruz. Novamente os espíritos das trevas desaparecem. Este fato, relatado por São Gregório Nazianzeno, por Teodoreto e os outros grandes Padres da Igreja, causou impressão em todo o Oriente."
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