Diferenças entre edições de "Castro Alves"

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*Que sou pequeno — mas só fito os Andes.<ref name=ledo/>
 
*O meu cinismo passa a misantropia. Acho-me bastante afetado do peito, tenho sofrido muito. Essa apatia mata-me. <br>1863, no Recife, carta a Marcolino de Moura.
 
*Trevas e luz. Tormentas e bonanças. Amargos e ambrosias... É assim que eu vivo... A dor e o prazer são as únicas afirmações da existência... Convenço-me então de que existo.<br>1867, em Salvador, carta a Regueira Costa.
 
*Em mim a [[preguiça]] é proverbial.<br>id., ib.
 
*Sou preguiçoso (Isto é velho).<br>1868, Rio de Janeiro, carta ao amigo e futuro cunhado Augusto Álvares Guimarães.
 
*Nós os filhos do norte (consente este ''norte''; sabes que é palavra relativa) sonhamos S. Paulo o oásis da liberdade e da poesia plantado em plenas campinas do Ypiranga... Pois o nosso sonho é realidade e não é realidade... Se a poesia está no envergar do ponche escuro e largar-se campo fora a divagar perdido nestes ''gerais'' limpos e infinitos como um oceano de juncos; se a poesia está no enfumaçar-se do quarto com o cigarro clássico, enquanto la fora o vento enfumaça o espaço com a garoa (é uma névoa espessa como nuvem que se arrastasse pelas ruas) com a garoa ainda mais clássica; se a poesia está no espreitar de uns olhos negros através dos balcões* [*É para dar-lhes um caráter espanholado] ou através de das rendas da mantilha que em amplas dobras esconde as formas das moças, então a Pauliceia é a terra da poesia.<br>1868, São Paulo, carta ao amigo e futuro cunhado Augusto Álvares Guimarães.
 
*Sobre "Os Escravos" que ainda escrevia:<br>É um canto do futuro. O canto da esperança e nós não devemos esperar? Sim, e muito e sempre...<br>id. ib.
 
*Sabe que o meu trabalho precisa de uma plateia ilustrada. Precisa talvez mesmo de uma plateia ''acadêmica''. O lirismo, o patriotismo, a linguagem creio que serão bem recebidos por corações de vinte anos, porque o Gonzaga feito para a mocidade.<br>1868, São Paulo, carta ao ator Joaquim Augusto Ribeiro de Souza, que encenaria sua peça.
 
*Eis-me aqui na Corte há quatro dias, eu, pobre inválido, que não podia chegar até a sala!... Que força, que mola estranha deu vida ao cadáver? Foi Deus. O Deus de Lázaro sustentou-me nesse instante em que a amizade acompanhou-me.<br>25 de maio de 1869, Rio de Janeiro, carta "Aos amigos de S. Paulo", após o acidente de caça que lhe custara o pé.
 
===Excertos ===
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