Diferenças entre edições de "Tony Duvert"

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* A informação sexual da criança de 10/13 anos não representa nenhum problema para quem faz amor com ela. Com efeito, são muitas as crianças que escondem à sua família o interesse que elas sentem pelas coisas do corpo. A criança não manifesta mais nenhuma curiosidade pelas bobeiras ginecológicas dos seus pais: é o prazer o que lhe interessa em exclusiva, e tem aprendido que não deve jactar-se disso. Na realidade, durante esse período, o seu desejo se tem reafirmado, se tem concentrado, e tem tomado consciência das proibições externas. A criança trata de satisfazer-se apesar do trabalho escolar, e muitas vezes graças aos amigos e às suas aprendizagens secretas, quanto ao demais estimulantes: punhetas, revistinhas, palavras obscenas, voyeurismo, fodas de cu, buracos femininos, etc… O diálogo entre os pais e a criança constitui um esforço solapado por consolidar as disposições repressivas que ela sofreu por parte deles desde a sua primeira infância, e das quais tende a emancipar-se. A vergonha, o pudor e a timidez ajudam-a um pouco a proteger-se das agressões paternas. O seu problema fundamental é, com efeito, a dominação imediata e o controle incessante com que a oprimem os adultos. Portanto, a criança de 10/13 anos tem tanta sexualidade quanto pode, e ainda que em diante a dissimule cuidadosamente ante os familiares, muitas vezes está à disposição de inúmeras aventuras clandestinas, seja qual for sua cor.
::''L'information sexuelle de l'enfant de 10/13 ans ne pose aucun problème pour qui fait l'amour avec lui. De très nombreux enfants cachent en effet à leur famille l'intérêt qu'ils portent aux choses du corps. L'enfant ne manifeste plus aucune curiosité pour les radotages gynécologiques de ses parents : c'est le plaisir qui l'intéresse exclusivement, et il a appris qu'il ne faut pas s'en vanter. En réalité, au cours de cette période, son désir s'est affirmé, concentré, et a pris la mesure des interdits extérieurs. Il cherche à s'assouvir en dépit du travail scolaire, et fréquemment grâce à la camaraderie et à ses apprentissages secrets, sinon exaltant : branlage, petits journaux, mots obscènes, voyeurisme, enculades, trou des dames, etc… Le dialogue entre les parents et l'enfant constitue un effort sournois pour consolider les aménagements répressifs qu'il avait subis de leur part dès sa petite enfance, et dont il tend à s'émanciper. La honte, la pudeur, la timidité l'aident un peu à se protéger des agressions parentales. Son problème essentiel, en effet, c'est la domination immédiate et le contrôle incessant que l'adulte fait peser sur lui. L'enfant de 10/13 ans a donc autant de sexualité qu'il le peut et si, désormais, il la dissimule soigneusement à ses proches, il est souvent à la disposition de beaucoup d'aventures clandestines, quelle que soit leur couleur.''
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