Diferenças entre edições de "Eduardo Fenianos"

124 bytes adicionados ,  21h14min de 12 de outubro de 2014
m
 
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Entro em uma livraria e compro ‘A volta ao Mundo em Oitenta Dias” de [[Júlio Verne]]. Afinal, o nome Volta por Curitiba em 90 dias foi uma forma de mostrar que a cidade em que vivemos, seja ela qual for e independente de seu tamanho, pode ser, no mínimo, 10 dias maior do que o [[mundo]]. Como diz um sábio amigo: Achar diamantes em minas de diamantes é fácil. Delicioso e desafiante é encontrar diamantes em minas de carvão.” P. 44
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Há cinco mil anos os seres humanos criaram a [[cidade]] para que ela os protegesse de animais selvagens e, hoje, ela é mais perigosa do que a selva. Trancamos nossos carros e fechamos as janelas porque a qualquer momento nós podemos ser vítimas. Andamos pelas ruas como os corajosos desbravadores andavam pela selva africana.” P. 50
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“O [[jovem]] que acampa está em busca de raízes selvagens. A raiz humanizada que tenta reencontrar a terra que a fez brotar. Em mundos bucólicos brotam seres bucólicos. Em selvas de pedra brotam seres de pedra.” P. 75
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Estou aprendendo que olhando fundo nos olhos[[olho]]s de alguém, posso descobrir tanto quanto o cientista descobre com seu microscópio.” P. 102
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Pela segunda vez alguém me negou pouso. Na primeira, um padre. Desta vez uma [[prostituta]]. Lados tão distintos, comportamentos parecidos. Surpresas da [[cidade]]. Meu sonho de dormir em um harém estava despedaçado. Guardei as frases na cabeça. O padre negou solidariedade. A prostituta negou cama.” P. 104
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Os homens que me palestraram sobre a preservação da família na faculdade de direito, gargalham à minha frente. O [[juiz]] está irreconhecível. Esqueceu a sisudez do tribunal e ri muito com a menina que está em seu colo. Não é o sorriso conveniente do judiciário. É um [[sorriso]] repleto de prazer. É uma [[aventura]] a [[vida]] desses homens. Adrenalina Pura. Minha aventura fica no chinelo perto de sua aventura diária. É preciso muito sangue frio para execrar a prostituição durante o dia e fazer uso dela durante à noite. Um [[homem]] realmente se empenha para manter seu papel e status sociais. Um fotógrafo sensacionalista faria a festa neste lugar. Para mim, a [[festa]] é ver e comprovar o que os estudiosos sempre defenderam. A [[cidade]] e o prazer sempre estiveram próximos.” P. 105
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Num [[tempo]] em que a [[cidade]] ainda era vila, os principais puteiros ficavam em lugares distantes. Como eram frequentados por deputados, vereadores, desembargadores e barões, o macadame, a luz elétrica e a água chegavam rápido. Com as benfeitorias, casas de família surgiam na vizinhança, levando os puteiros a buscar lugares ainda mais distantes. O processo se repetia e assim a cidade crescia, seguindo os trilhos do [[prazer]] e a libido dos poderosos. Assim, um pinto, que não era sobrenome, participava de projetos, decisões e planejamento urbano.” P.106
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“A igualdade plana e técnica dos mapas[[mapa]]s é bem diferente da realidade carnificada e desoladora à minha frente. Somente no papel, as ruas são iguais.” P. 117
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Estou quatro dias atrasado. Sem problemas, minha [[viagem]] não é contra o [[tempo]]. É a favor do [[espaço]].” P.139
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“O [[homem]] livre está morrendo. Deixou de engaiolar passarinhos, e agora está engaiolando a si mesmo num mundo virtual. Estamos todos convidados a participar do Movimento de Preservação do Homo sapiens.” p. 146
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Os rios[[rio]]s me ensinaram: quando um objetivo está muito distante, a sensação ou ilusão de que ele está próximo o torna possível. Saber que o que desejamos pode existir, já é um grande passa para que um sonho seja realidade.” P. 155
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Nesse ponto de minha [[viagem]] já posso enxergar claramente como é distorcida a visão que as tribos da selva urbana têm umas das outras. O rico pensa que todo morador de favela é ladrão. O punk discrimina patricinhas e mauricinhos. Patricinhas e mauricinhos discriminam o punk. E assim ficamos todos enjaulados em nossos mundinhos. Os ricos pensando que os pobres nunca comem carne e os pobres acreditando que os ricos nunca sentem vontade de comer pão com banana. Todos julgando a selva sob o olhar da própria tribo. Estou aprendendo o quanto saber comportar-se em todos os meios pode ser muito útil à preservação da espécie.” P. 189
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Como num ciclone, uni todas as provas e personagens do [[crime]]. O padre que me negou solidariedade, a prostituta que me negou cama, o hotel sem hospitalidade, o centro gastronômico sem comida e aquele maldito “Socorro” que não me socorreu. Ali mesmo, chorei com a chuva a falência da [[sociedade]] especializada. A [[sociedade]] que perdeu o sabor de fazer algo além do previsto e do planejado. A [[sociedade]] do medo, da covardia e do egoísmo. A sociedade dos papéis definidos.” P. 195
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“...e me perguntei o que nós, seres humanos, fizemos para que pudéssemos comparar uma [[viagem]] na cidade a um safari. Uma das respostas veio quando parei num sinaleiro: passamos cinco mil anos de história das cidades tentando derrotar a natureza e os outros seres humanos. Engatei a marcha tendo a certeza de que vamos passar os próximos cinco mil anos aprendendo a nos respeitar e a conviver com ela.” p. 196
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Estou aprendendo tanto sobre [[humildade]] e relações humanas que tenho vontade de incentivar intercâmbios entre classes sociais diferentes. É muito enriquecedor. Já tenho provas de que expressões como a educação vem de berço podem ser utilizadas em todas as classes sociais.” P. 198
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
*“Volto como uma [[árvore]] com asas ao lugar de onde saí como um pássaro com raízes.” P 217
:- ''[[Eduardo Fenianos]] O Urbenauta: Manual de Sobrevivência na Selva Urbana. Curitiba: UniverCidade, 1998. 224 p.
 
120

edições