Diferenças entre edições de "André Gide"

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*"Ser tornava-se-me imensamente voluptuoso. Desejara provar todas as formas da [[vida]]; as dos peixes e as das plantas. Em meio a todas as [[alegria]]s dos sentidos, invejava as do tato"
:::- ''"Os frutos da Terra" - página 87, André Gide; tradução de Sérgio Milliet - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 - 214 páginas
 
*"O que um outro poderia dizer tão bem quanto tu mesmo, não o digas - e o que poderia escrever como tu, não o escrevas. Só te apegues em ti ao que sintas que não se encontra alhures senão em ti, e cria em ti, impaciente e pacientemente, ah! o mais insubstituível dos seres."
:::- ''"Os frutos da Terra" - página 141, André Gide; tradução de Sérgio Milliet - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 - 214 páginas
 
*"Toda criatura tem direito a certa soma de [[felicidade]], na medida em que seus sentidos e seu [[coração]] a suportam. Por pouco que me tirem, sinto-me roubado. Não sei se reclamava a [[vida]], antes de ser; porém agora que vivo, tudo me é devido. Mas a [[gratidão]] é tão [[doce]] e é-me tão necessariamente [[doce]] amar, que a menor carícia do ar desperta um agradecimento em meu [[coração]]. A [[necessidade]] de [[gratidão]] ensina-me a fazer [[felicidade]] de tudo que vem a mim."
:::- ''"Os frutos da Terra" - página 156, André Gide; tradução de Sérgio Milliet - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 - 214 páginas
 
*"[...] pois todos os [[segredo]]s da [[natureza]] jazem a descoberto e chocam-se contra nossos olhos diariamente, sem que prestemos [[atenção]]. Os povos terão pena de nós mais tarde quando tiverem tirado partido da [[luz]] e do calor do sol, pena de nós que extraímos nosso combustível das entranhas do solo e que esperdiçamos o carvão sem nos preocuparmos com as gerações futuras."
:::- ''"Os frutos da Terra" - página 161, André Gide; tradução de Sérgio Milliet - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 - 214 páginas
 
*"Em verdade, da [[felicidade]] que alça voo à custa da miséria eu não quero. Uma riqueza que priva alguém de alguma coisa, eu não quero... Se minha roupa desnuda outrem, andarei nu."
:::- ''"Os frutos da Terra" - página 167, André Gide; tradução de Sérgio Milliet - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 - 214 páginas
 
*"Creio também que, nisto como em tudo, as [[frases]] nos enganam, porque a [[linguagem]] nos impõe mais [[lógica]] do que tem muitas vezes a [[vida]]; e que o que há de mais precioso em nós é o que permanece informulado."
:::- ''"Os frutos da Terra" - página 194, André Gide; tradução de Sérgio Milliet - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 - 214 páginas
 
*"é que nos apresentavam o [[progresso]] como divindade irrisória. Progresso do [[comércio]] e da [[indústria]]; das belas-artes, principalmente, que estupidez! Progresso do [[conhecimento]], sim, sem dúvida. Mas o que importa é o progresso do próprio [[Homem]]."
:::- ''"Os frutos da Terra" - página 203, André Gide; tradução de Sérgio Milliet - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 - 214 páginas
 
*"Não é somente o [[mundo]] que se trata de mudar; é o [[homem]]. De onde surgirá esse [[homem]] novo? Não de fora. Camarada, saibas descobri-lo em ti mesmo, e, como do minério se extrai o puro metal sem escória, exige-o de ti esse [[homem]] esperado. Obtém-no de ti. Ousa tornar-te o que és. Não te satisfaças com pouco. Há possibilidades admiráveis em cada ser. Persuade-te de tua força e de tua [[mocidade]]. Saibas redizer-te sem cessar: "Depende só de mim"."
:::- ''"Os frutos da Terra" - página 205, André Gide; tradução de Sérgio Milliet - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 - 214 páginas
 
[[Categoria:Pessoas]]
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