Diferenças entre edições de "Milton Friedman"

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*''"Enquanto a liberdade efetiva de troca for mantida, a característica central da organização de mercado da atividade econômica é a de impedir que uma pessoa interfira com a outra no que diz respeito à maior parte de suas atividades. De fato, uma objeção importante levantada contra a economia livre consiste precisamente no fato de que ela desempenha essa tarefa muito bem. Ela dá às pessoas o que elas querem e não o que um grupo particular acha que devem querer. Subjacente a maior parte dos argumentos contra o livre mercado está a ausência da crença na liberdade como tal."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>.
::* Cap. 1 "A relação entre liberdade econômica e liberdade política" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"Um governo que mantenha a lei e a ordem; defina os direitos de propriedades; sirva de meio para a modificação dos direitos de propriedade e de outras regras do jogo econômico; julgue disputas sobre a interpretação das regras; reforce contratos; promova a competição; forneça uma estrutura monetária; envolva-se em atividades para evitar monopólio técnico e evite os efeitos laterais considerados como suficientemente importantes para justificar a intervenção do governo; suplemente a caridade privada e a família na proteção do irresponsável, quer se trate de um enfermo mental ou de uma criança; um tal governo teria, evidentemente, importantes funções a desempenhar. O liberal consistente não é um anarquista."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>.
::* Cap. 2 "O papel do governo numa sociedade livre" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"O liberal teme fundamentalmente a concentração do poder. Seu objetivo é o de preservar o grau máximo de liberdade para cada indivíduo em separado - compatível com a não-interferência na liberdade de outro indivíduo. Acredita o liberal que este objetivo exige que o poder seja dispersado. Não vê com bons olhos entregar ao governo qualquer operação que possa ser executada por meio do mercado - primeiro porque tal fato substituiria a cooperação voluntária pela coerção na área em questão e segundo porque dar ao governo um poder maior é ameaçar a liberdade em outras áreas."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>.
::* Cap. 3 "Controle do dinheiro" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"O monopólio existe quando um indivíduo ou empresa específica tem controle suficiente sobre determinado produto ou serviço para estabelecer de modo significativo os termos em que outros indivíduos terão acesso a ele."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>.
::* Cap. 8 "Monopólio e a responsabilidade social do capital e do trabalho" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"Há poucas coisas capazes de minar tão profundamente as bases de nossa sociedade livre do que a aceitação por parte dos dirigentes das empresas de uma responsabilidade social que não a de fazer tanto dinheiro quanto possível para seus acionistas. Trata-se de uma doutrina fundamentalmente subversiva. Se homens de negócios têm outra responsabilidade social que não a de obter o máximo de lucro para seus acionistas, como poderão eles saber qual seria ela? Podem os indivíduos decidirem o que constitui o interesse social? Podem eles decidirem que carga impor a si próprios e a seus acionistas para servir ao interesse social? É tolerável que funções públicas, como imposição de impostos, despesas e controle, sejam exercidas pelas pessoas que estão no momento dirigindo empresas particulares, escolhidas para estes postos por grupos estritamente privados? Se os homens de negócios são servidores civis e não empregados de seus acionistas - então, numa democracia, eles serão, cedo ou tarde, escolhidos pelas técnicas públicas de eleições e denominações."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>.
::* Cap. 8 "Monopólio e a responsabilidade social do capital e do trabalho" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"A despeito de tudo o que dizemos sobre 'mérito' em comparação com 'sorte', estamos geralmente muito mais dispostos a aceitar as desigualdades que resultam da sorte do que as que resultam claramente do mérito. O professor universitário sentirá inveja de um colega que tenha ganho um grande prêmio nas corridas, mas não se sentirá por isso injustiçado ou humilhado. Mas, se o colega receber pequeno aumento de ordenado que tome seu salário um pouco maior do que o que recebe, o professor sentir-se-á logo magoado e desmerecido. Afinal de contas, a deusa da sorte, como a da justiça, é cega. O aumento foi um julgamento deliberado de mérito relativo."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>.
::* Cap. 10 "Distribuição de renda" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"O princípio central de uma economia de mercado é a cooperação através de troca voluntária. Os indivíduos cooperam entre si porque podem, desta forma, satisfazer suas necessidades de modo mais efetivo. Mas, a não ser que um indivíduo receba na base do que acrescenta ao produto, ele participará da troca na base do que puder receber e não do que puder produzir. Não haverá trocas mutuamente proveitosas se cada uma das partes receber apenas o correspondente à sua contribuição para o produto final. O pagamento de acordo com o produto é, portanto, necessário para que os recursos sejam usados de modo altamente efetivo, pelo menos sob um sistema que depende de cooperação voluntária."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>.
::* Cap. 10 "Distribuição de renda" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"O Estado pode legislar um nível de salário mínimo, mas dificilmente pode levar os empregadores a contratar por esse mínimo os que estavam empregados anteriormente com salários mais baixos. Não é, evidentemente, do interesse dos empregadores fazê-lo. O efeito do salário mínimo é, portanto, o de tornar o desemprego maior do que seria em outras circunstâncias. Até onde baixos níveis de salário são de fato sinal de pobreza, as pessoas que ficam desempregadas são precisamente aquelas que menos podem perder a renda que recebiam até então, por menor que parecesse às pessoas que votaram as leis do salário mínimo."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>.
::* Cap. 11 "Medidas para o bem-estar social" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"Os argumentos contra a nacionalização do processo de venda das anuidades (seguro social) são bastante fortes, não só em termos dos princípios liberais, mas também em termos dos valores expressos pelos proponentes das medidas em questão. Se realmente acreditam que o governo está em condições de oferecer tais serviços em nível superior em comparação com o mercado, deveriam ser favoráveis à participação de empresas privadas em comparação com as do Estado. Se estiverem certos, as empresas do governo progredirão. Se estiverem errados, o bem-estar do povo será mais bem atendido pelo fato de existir a alternativa privada."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>.
::* Cap. 11 "Medidas para o bem-estar social" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"Aqueles, dentre nós, que acreditam em liberdade devem crer também na liberdade dos indivíduos de cometer seus próprios erros. Se um homem
prefere, conscientemente, viver o dia de hoje, usar seus recursos para se divertir, escolhendo deliberadamente uma velhice de privações, com que direito podemos impedi-lo de agir assim? Podemos argumentar com ele, tentar persuadi-lo de que está errado. Mas podemos usar a coerção para impedi-lo de fazer o que deseja fazer? Não existirá a possibilidade de que esteja ele certo e nós errados? A humildade é a virtude que distingue o indivíduo que acredita na liberdade; a arrogância é a que distingue o paternalista."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>.
::* Cap. 11 "Medidas para o bem-estar social" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"A essência da filosofia liberal é a crença na dignidade do indivíduo, em sua liberdade de usar ao máximo suas capacidades e oportunidades de acordo com suas próprias escolhas, sujeito somente à obrigação de não interferir com a liberdade de outros indivíduos fazerem o mesmo."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>
::* Cap. 12 "Problema da pobreza" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
*''"O liberal fará uma distinção clara entre igualdade de direitos e igualdade de oportunidades, de um lado, e igualdade material ou igualdade de rendas, de outro. Pode considerar conveniente que uma sociedade livre tenda, de fato, para uma igualdade material cada vez maior. Mas considerará esse fato como um produto secundário desejável de uma sociedade livre - mas não como sua justificativa principal."'' <small>([[Milton Friedman]])</small>
::* Cap. 12 "Problema da pobreza" de "Capitalismo e Liberdade".
 
 
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