Sagrado: diferenças entre revisões

243 bytes adicionados ,  15 de maio de 2010
m
+ fontes
m (+ fontes)
m (+ fontes)
[[file:Sacred Gift.jpg|200px|right]]
 
[[w:sagrado (religião)|'''Sagrado''']] ''(do latim sacratu) refere-se a algo que merece veneração ou respeito religioso por ter uma associação com uma divindade ou com coisas divinas.''
----
 
* "Sua [[mente]] é um [[espaço]] [[sagrado]] na qual nada de mal pode entrar, exceto com sua permissão!"
::- ''Your own mind is a sacred enclosure into which nothing harmful can enter except by your permission.''
:::- ''[[Arnold Bennett]]; "The Human Machine" - Página 45; Publicado por G.H. Doran company, 1911; 123 páginas''
 
* "Ao [[coração]] que sofre, separado / do teu, no [[exílio]] em que a chorar me vejo, / Não basta o [[afeto]] simples e [[sagrado]] / Com que das desventuras me protejo."
::- ''[[Olavo Bilac]], no poema [[s:Via Láctea|Via Láctea]]''''
 
* "Cada [[pétala]] ou sépala seja lentamente/ acariciada, [[céu]]; e a vista pouse,/ [[beijo]] [[abstrato]], antes do beijo ritual,/ na [[flora]] pubescente, [[amor]]; e tudo é [[sagrado]]".
::- ''[[Carlos Drummond de Andrade]] Poesia Completa In: O Amor Natural, página 1373, Editora Nova Aguilar, 2007
 
* "Tudo o que dorme é [[criança]] de novo. Talvez porque no [[sono]] não se possa fazer mal, e se não dá conta da [[vida]], o maior [[criminoso]], o mais fechado egoísta é sagrado, por uma [[magia]] [[natural]], enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma [[criança]] não conheço [[diferença]] que se sinta."
::- ''[[Fernando Pessoa]] Livro do desassossego‎ - v.1, Página 52, Publicado por Ática, 1982
 
* "Não vou fugir e nem abandonar a luta desses [[agricultor]]es que estão desprotegidos no meio da [[floresta]]. Eles têm o [[sagrado]] [[direito]] a uma [[vida]] melhor numa [[terra]] onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar".
::- ''[[Dorothy Stang]], citada por Frei Lourenço M. Papin. OP, no Jornal Debate, [http://www2.uol.com.br/debate/1247/cadd/cadernod04.htm Caderno D], edição 1247''
 
* "Para um [[cristão]], o [[matrimônio]] não é uma simples instituição social, e menos ainda um [[remédio]] para as [[fraqueza]]s humanas: é uma autêntica [[vocação]] [[sobrenatural]]. [[Sacramento ]] grande em [[Cristo]] e na [[Igreja]], diz São Paulo , e, ao mesmo tempo e inseparavelmente, [[contrato]] que um [[homem]] e uma [[mulher]] estabelecem para sempre, porque - queiramos ou não - o [[matrimônio]] instituído por [[Jesus Cristo]] é [[indissolúvel]]: [[sinal]] [[sagrado]] que santifica, ação de [[Jesus]] que se apossa da [[alma]] dos que se casam e os convida a segui-Lo, transformando toda a [[vida]] matrimonial em um caminhar [[divino]] sobre a [[terra]]."
::- ''[[Josemaria Escrivá de Balaguer]]; Matrimônio, vocação sobrenatural; É Cristo que passa, 22-23.
 
* A [[noção]] de [[gênio]] está fora de [[moda]] há muito [[tempo]] na [[universidade]], desde meados do [[século XIX]]. Os intelectuais a desprezam, por ser um resquício do [[espiritualismo]] [[romântico]]. Estou tentando restaurar uma [[idéia]] arraigada na [[história]] do [[Ocidente]] há milênios. No [[livro]], tratei de buscar a [[genealogia]] dos gênios em todos os [[tempo]]s e todos os lugares. Resultou no maior volume que já produzi em minha [[vida]], com cerca de 1.000 páginas. E foi mal recebido nos [[Estados Unidos]]. Há um [[preconceito]] dos intelectuais americanos em relação à genialidade. O que vale aqui é a [[cultura]] 'do homem comum'. [[Genialidade]] é algo [[antipático]] para a [[cidadania]] americana. Gênio é uma [[palavra]] com duplo sentido e vem dos [[grego]]s, fundamentando nossa [[tradição]] [[cultura]]l. Tanto designa uma [[família]] de [[escritor]]es talentosos ao longo da [[História]], ligados por características semelhantes, como indica o daemon, a entidade divina da inspiração que todos carregamos dentro de nós. É um conteúdo sagrado que não podemos ignorar de forma alguma, mesmo que os acadêmicos insistam que ele não existe.
::- ''[[Harold Bloom]]; Fonte: Revista Época Edição 246 - 03/02/2003 ''
 
* "Não consigo pôr em [[palavra]]s o quanto este disco, 'Stadium Arcadium', significa para nós. Quão [[sagrado]] seu [[som]] é para nós. [...] [[pirataria|Pirateá-lo]] irá ferir nossos [[coração|corações]]. Sinceramente, Flea." {{carece de fontes}}
::- ''[[Flea]], citado no caderno [http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u60126.shtml Ilustrada], Folha on Line, edição 03/05/2006''
:- ''[[Flea]]''
 
* «Mas será isto [[verdade]]? Não estarei eu sonhando? Será [[verdade]] que este pedaço de terreno [[sagrado]], que o [[dinheiro]] da [[solidariedade]] humana resgatou, pertence de hoje em diante a um grupo de [[homens]] que são irmãos, a umas dúzias de indivíduos que querem ser livres na [[Terra]] Livre, a um punhado de seres que detestam a [[vida]] irracional das grandes [[cidade]]s? Será [[verdade]] que morreu aqui a [[árvore]] maldita da [[propriedade]] privada? Será verdade que estes 3 quilómetros benditos vão ser explorados em benefício comum? Será verdade que aqui vai ser a divina cidade da [[Luz]] e que além, daqui a 3 mil e tal metros, é a [[terra]] das trevas, o sítio do vício, a estrada do [[crime]]?»
::- ''[[António Gonçalves Correia]]; Janeiro de 1916 (in ROCHA, Francisco Canais, e LABAREDAS, Maria Rosalina, 1982: pp. 168-69)
 
* "Este é o [[templo]] da [[inteligência]]. E eu sou o seu [[sacerdote]] mais alto. Sois vós que profanais este [[sagrado]] recinto. Ganhareis, porque possuis mais do que a [[força]] bruta necessária. Mas não convencereis. Porque para convencer é necessário persuadir. E para persuadir é necessário possuir o que vos falta: [[razão]] e [[direito]] em vossa [[luta]]."
::- ''[[Miguel de Unamuno]] citado em "O conflito das idéias" - Página 117, Voltaire Schilling - Editora AGE Ltda, 1999, ISBN 8585627603, 9788585627607 - 199 páginas
 
* "Num amplo senso nós não podemos dedicar, não podemos consagrar nem tornar este [[chão]] [[sagrado]]. Os [[homens]] corajosos, vivos e mortos, que lutaram aqui, o consagraram muito além do nosso [[pobre]] [[poder]] de acrescentar ou diminuir."
 
* "O [[teatro]] me liga ao [[sagrado]]"
::- ''[[Wagner Moura]] no Jornal Hoje, da Rede Globo ''
 
* "O [[homem]] louco se lançou para o meio deles e trespassou-os com seu olhar: "Para onde foi [[Deus]]?", gritou ele, "já lhes direi! Nós matámo-lo — vocês e eu. Somos todos seus [[assassino]]s! Mas como fizemos isso? Como conseguimos beber inteiramente o [[mar]]? Quem nos deu a [[esponja]] para apagar o [[horizonte]]? Que fizemos nós, ao desatar a [[terra]] do seu [[sol]]? Para onde se move ela agora? Para onde nos movemos nós? Para longe de todos os sóis? Não caímos continuamente? Para trás para os lados, para a frente, em todas as direções? Existe ainda 'em cima' e 'embaixo'? Não vagamos como que através de um nada [[infinito]]? Não sentimos anoitecer eternamente? Não temos de acender lanternas de manhã? Não ouvimos o barulho dos coveiros a enterrar Deus? Não sentimos o cheiro da putrefação divina? — também os deuses apodrecem! Deus está morto! Deus continua morto! E nós matámo-los! Como nos consolar, nós assassinos entre os assassinos? O mais forte e mais [[sagrado]] que o [[mundo]] até então possuía sangrou inteiro sob os nossos punhais — quem nos limpará este [[sangue]]? Com que água poderíamos nos lavar? A grandeza desse acto não é demasiado grande para nós? Não deveríamos nós mesmos nos tornar deuses, para ao menos parecer dignos dele? Nunca houve um acto maior — e quem vier depois de nós pertencerá, por causa desse acto, a uma [[história]] mais elevada que toda a história até então!"
::- ''[[Friedrich Nietzsche]], Der tolle Mensch (O Louco)[http://www.dober.de/religionskritik/nietzsche1.html]''