Pedro I

Imperador do Brasil (1822–1831) e Rei de Portugal e Algarves (1826)
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Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon I (Queluz, 12 de outubro de 1798 - 24 de setembro de 1834); foi o 29.º Rei de Portugal (entre 26 de abril e 2 de maio de 1826), com o nome D. Pedro IV de Portugal, e ainda o primeiro Imperador do Brasil, como D. Pedro I do Brasil, (entre 1 de dezembro de 1822 a 7 de abril de 1831).

Pedro I
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Independência do BrasilEditar

- No Dia do Fico, em 9 de Janeiro de 1822
  • "Amigos, as Cortes Portuguesas querem escravizar-nos e perseguir-nos. A partir de hoje nossas relações estão quebradas. Nenhum vínculo unir-nos mais."
- Citado em Bicentenário da Independência, p.49
- No Dia da Independência, em 7 de Setembro de 1822
  • "Pelo que respeita no Brasil uma nova era vai abrir-lhe em vez de colônia ou de principado honorário, vai ser o verdadeiro centro da monarquia regida pela casa de Bragança"
- Citado em Bicentenário da Independência, p.9

EscravidãoEditar

  • "Eu sei que me querem tirar os cavalos do carro, para o que já há diferentes pessoas dispostas, e eu aflijo-me de ver os meus semelhantes dando, a um homem, tributos próprios à Divindade. Eu sei que o meu sangue é da mesma cor que o dos negros"
- Citado em Rezzutti, Paulo Dom Pedro: A História Não Contada, p. 136
- Ao ser importunado para que retirasse os cavalos da carruagem e deixasse-se ser carregado por escravos
  • "Poucas pessoas ignorarão que a escravatura é o cancro que rói o Brasil!: posto isto, é mister extingui-la"
- Citado em Rezzutti, Paulo Dom Pedro: A História Não Contada, p. 171

DiversasEditar

  • "Aqui têm a minha abdicação. Estimarei que sejam felizes. Retiro-me para a Europa e deixo um país que sempre amei e que amo ainda."
- Em 7 de Abril de 1834; citado em "Revista do Instituto Historico e Geographico Brasileiro: Volume 76,Parte 1" - página 269, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - Imprensa Nacional, 1913
  • "Tudo farei para o povo, mas nada pelo povo."
-Citado em Joffily, Bernardo. Istoé Brasil, 500 anos p. 52. Grupo de Comunicação Três: São Paulo, 1998. ISBN 85-7368-154-3 (7 de abril de 1831) Antes de abdicar e após perder o apoio popular.
  • "Renuncio à coroa com glória de acabar conforme comecei, constitucionalmente"
-Citado em de Oliveira Lima, Manuel. O Império Brazileiro p.32 Avis Raras: ISBN 978-65-5957-065-2 (7 de abril de 1831)
-Durante sua abdicação.

SobreEditar

  • "O Imperador soube melhor abdicar do que reinar."
- Pontois, encarregado de negócios da França, em carta ao Conde Sebastiani, ministro dos negócios estrangeiros do Rei Luiz Felippe da França, citado em O Império Brazileiro p.32 Avis Raras: ISBN 978-65-5957-065-2
  • "Foi até moda, que só passou com a República, difamar dom Pedro I. [...] De Dom Pedro I mil coisas se inventaram."
- Manuel de Oliveira Lima, historiador brasileiro, em seu livro O Império Brazileiro p.269 Avis Raras: ISBN 978-65-5957-065-2
  • "Quais, afinal, seus graves crimes contra o progresso e a civilização do Brasil? Se faltas cometeu, prestou serviços que as resgatam."
- Afonso Celso, em seu livro Por que me ufano de meu país (1900), p.171
  • "D. Pedro expirou aos 36 anos incompletos, tendo fundado um esperançoso império, libertado um antigo reino, renunciado duas coroas, servido duas Pátrias, deixando fama imortal na Europa e na America."
- Afonso Celso, em seu livro Por que me ufano de meu país (1900), p.172
  • "... meu esposo tem bom coração e muitos talentos e boa vontade em se instruir, pois não é sua culpa se algumas pessoas acham que deveria ser diferente; isso é porque não o conhecem bem, pois, quanto mais se conhece dele, tanto mais parece melhor, por isso peço ao senhor que não acredite no que contam sobre ele, mas apenas no que lhe escrevo"
- Maria Leopoldina da Áustria, citada em Rezzutti, Paulo Dom Pedro: A História Não Contada, p. 98
  • "O ex-imperador do Brasil não foi um príncipe de ordinária medida. [...] Se existimos como corpo de nação livre, se nossa terra não foi retalhada em pequenas repúblicas inimigas, onde só dominassem a anarquia e o espírito militar, devemo-lo muito à resolução que tomou de ficar entre nós de soltar o primeiro grito de nossa Independência. "
- Evaristo da Veiga, citado em D. Pedro I: entre o voluntarismo e o constitucionalismo Volume 1: p.6
  • "Não foi um príncipe de ordinária medida, mas uma prodigiosa natureza humana, um ser de escândalo e contradição, cuja vida, tão breve, se marcou de rasgos generosos que lhe redimem erros e pecados. Não foi um homem de ordinária medida."
- Octávio Tarquínio de Sousa, citado em D. Pedro I: entre o voluntarismo e o constitucionalismo Volume 1: p.6
  • "D. Pedro abdicara em abril de 1831. Partindo do Brasil, chegou a Cherbourg, na França, em junho, seguindo logo depois para Londres. Dali, encaminhou-se para Paris, onde desembarcou no final de julho. De Paris, foi mais uma vez a Londres, de onde retornou à França em agosto. Em janeiro de 1832, partiu em definitivo para os Açores. Em sete meses, esteve em dezenas de cidades, três países e duas das mais importantes capitais da Europa. Negociara apoio à causa da rainha com homens de armas, políticos de diversas nacionalidades e financistas. Armara uma expedição contra o irmão, fizera centenas de amigos na Inglaterra e na França, regera uma orquestra e tornara-se celebridade entre os parisienses. Esse poderia muito bem ser o resumo de uma vida inteira, mas, para alguém como D. Pedro, tratava-se de apenas dez meses de aventuras e correrias."
- Paulo Rezzutti, em seu livro Dom Pedro: A História Não Contada, p. 300
  • "Dependendo do ângulo de que se examina sua personalidade, pode emergir dessa observação a imagem de um estadista de primeira grandeza, idealista, liberal, desprendido de normas e levado a grandes gestos, ou de um prepotente, violento e algo mesquinho manipulador, de personalidade hedonista e, por vezes, amoral."
- Bernardo Felipe Estellita Lins, citado em D. Pedro I: entre o voluntarismo e o constitucionalismo Volume 2: p.9