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Dom Casmurro

livro de romance brasileiro

Dom Casmurro é um romance do escritor brasileiro Machado de Assis. Foi publicado em 1899, e é um dos livros da literatura brasileira mais traduzidos para outros idiomas.


  • "Prazos largos são fáceis de se subscrever; a imaginação os faz infinitos."
- Capítulo XI
  • "Um coqueiro, vendo-me inquieto e advinhando a causa, murmurou de cima de si que não era feio que os meninos de quinze anos andassem nos cantos com as meninas de catorze; ao contrário, os adolescentes não tinham outro ofício, nem os cantos outra utilidade."
- Capítulo XII
  • "Que as pernas também são pessoas, apenas inferiores aos braços, e valem de si mesmas, quando a cabeça não as rege por meio de idéias."
- Capítulo XII
  • "Conhecia as regras do escrever, sem suspeitar as do amar, tinha orgias do latim e era virgem de mulheres."
- Capítulo XIV
  • "Estávamos ali com o céu em nós. As mãos, unindo os nervos, faziam das duas criaturas uma só, mas uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham..."
- Capítulo XIV
  • "Aos quinze anos, há até graça em ameaçar muito e não executar nada."
- Capítulo XVII
  • "Não prometo vencer, mas lutar; trabalharei com alma."
- Capítulo XXVI
  • "A medicina é uma grande ciência; basta só isto de dar a saúde aos outros, conhecer as moléstias, combatê-las, vencê-las..."
- Capítulo XXIX
  • "Há conceitos que se devem incutir na alma do leitor, à força da repetição."
- Capítulo XXXI
  • "A alma é cheia de mistérios."
- Capítulo XXXVII
  • "A imaginação foi a companheira de toda a existência, viva, rápida, inquieta, alguma vez tímida e amiga de empacar, as mais delas capaz de engolir campanhas e campanhas, correndo."
- Capítulo XL
  • "Quantas intenções viciosas há assim que embarcam, a meio caminho, numa frase inocente e pura! Chega a fazer suspeitar que a mentira é tão involuntária como a transpiração."
- Capítulo XLI
  • "Não nos censures, piloto de má morte, não se navegam corações como os outros mares deste mundo."
- Capítulo XLIX
  • "Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. Há nisto alguma exageração; mas é bom ser enfático, uma ou outra vez, para compensar este escrúpulo de exatidão que me aflige. Entretanto, se eu me ativer só à lembrança da sensação, não fico longe da verdade; aos quinze anos, tudo é infinito."
- Capítulo L
  • "Entre luz e fusco, tudo há de ser breve como esse instante."
- Capítulo LI
  • "O que o mandamento divino quer é que não juremos em vão pelo santo nome de Deus. Eu não ia mentir ao seminário, uma vez que levava um contrato feito no próprio cartório do céu. Quanto ao selo, Deus, como fez as mãos limpas, assim fez os lábios limpos, e a malícia está antes na tua cabeça perversa que na daquele casal de adolescentes..."
- Capítulo LI
  • "O valor é a lembrança."
- Capítulo LII
  • "Há pessoas a quem as lágrimas não acodem logo nem nunca, diz-se que padecem mais que as outras."
- Capítulo LIII
  • "Dividi-lo com Deus é ainda possuí-lo."
- Capítulo LIII
  • "A insônia, musa de olhos arregalados, não me deixou dormir uma longa hora ou duas; as cócegas pediam-me unhas, e coçava-me com alma."
- Capítulo LV
  • "Perde-se a vida, ganha-se a batalha!"
- Capítulo LV
  • "A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro. Também as há fechadas e escuras, sem janelas ou com poucas e gradeadas, à semelhança de conventos e prisões. Outrossim, capelas e bazares, simples alpendres ou paços suntuosos."
- Capítulo LVI
  • "...o coração, quando examina a possibilidade do que há de vir, as proporções dos acontecimentos e a cópia deles, fica robusto e disposto, e o mal é menor mal. Também, se não fica então, não fica nunca."
- Capítulo LVII
  • "Nada se emenda bem nos livros confusos, mas tudo se pode meter nos livros omissos."
- Capítulo LIX
  • "...mas o discurso humano é assim mesmo, um composto de partes excessivas e partes diminutas, que se compensam, ajustando-se."
- Capítulo LXII
  • "...um dos ofícios do homem é fechar e apertar muito os olhos a ver se continua pela noite velha o sonho truncado da noite moça."
- Capítulo LXIV
  • "...o louvor dos mortos é um modo de orar por eles."
- Capítulo LXVI
  • "A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre, por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente."
- Capítulo LXVI
  • "Ora, há só um modo de escrever a própria essência, é contá-la toda, o bem e o mal."
- Capítulo LXVIII
  • "O destino não é só dramaturgo, é também o seu próprio contra-regra, isto é, designa a entrada dos personagens em cena, dá-lhes as cartas e outros objetos, e executa dentro os sinais correspondentes ao diálogo, uma trovoada, um carro, um tiro."
- Capítulo LXXIV
  • "Amai, rapazes! e, principalmente, amai moças lindas e graciosas; elas dão remédio ao mal, aroma ao infecto, trocam a morte pela vida... Amai, rapazes!"
- Capítulo LXXXVII
  • "...a vaidade é um princípio de corrupção."
- Capítulo CXVII
  • "A felicidade tem boa alma."
- Capítulo CIII
  • "Os meus ciúmes eram intensos, mas curtos; com pouco derrubaria tudo, mas com o mesmo pouco ou menos reconstruiria o céu, a terra e as estrelas."
- Capítulo CVII
  • "...os que amam a natureza como ela quer ser amada, sem repúdio parcial nem exclusões injustas, não acham nela nada inferior."
- Capítulo CXI
  • "Tudo acaba, leitor; é um velho truísmo, a que se pode acrescentar que nem tudo o que dura dura muito tempo. Esta segunda parte não acha crentes fáceis; ao contrário, a idéia de que um castelo de vento dura mais que o mesmo vento de que é feito, dificilmente se despegará da cabeça, e é bom que seja assim, para que se não perca o costume daquelas construções quase eternas."
- Capítulo CXVIII
  • "...não é só o céu que dá as nossas virtudes, a timidez também, não contando o acaso, mas o acaso é um mero acidente; a melhor origem delas é o céu. Entretanto, como a timidez vem do céu, que nos dá a compleicão, a virtude, filha dela, é, genealogicamente, o mesmo sangue celestial."
- Capítulo CXVIII
  • "A máxima é que a gente esquece devagar as boas ações que pratica, e verdadeiramente não as esquece nunca."
- Capítulo CXXVII
  • "As pessoas valem o que vale a afeição da gente, e é daí que mestre Povo tirou aquele adágio que quem o feio ama bonito lhe parece."
- Capítulo CXXXI
  • "A vida é tão bela que a mesma idéia da morte precisa de vir primeiro a ela, antes de se ver cumprida."
- Capítulo CXXXIII
  • "A alopatia é o catolicismo da medicina..."
- Caítulo CXLIII
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  • "Mas a saudade é isto mesmo; é o passar e repassar das memórias antigas..."
- Caítulo XXXIV