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Daniel Galera
Daniel Galera
Daniel Galera em outros projetos:

Daniel Galera (São Paulo, 13 de julho de 1979) é um escritor, tradutor, diagramador, jornalista e um dos editores e fundadores da extinta Livros do Mal.


Dentes GuardadosEditar

Até O Dia Em Que O Cão MorreuEditar

  • "Então, o desespero vai dando lugar a uma espécie de resignação. Entendo que, seja lá o que for que esteja acontecendo, não está sob meu controle. Desejo apenas que acabe logo, que chegue às últimas conseqüências."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 9
  • "Não consigo conviver muito tempo com ninguém. E tinha isso em mente ao decidir que não teria telefone em casa. Se houvesse a possibilidade das pessoas me ligarem, eu sofreria demais nas noites em que ninguém ligasse. Quando ligassem, eu me irritaria por estarem me incomodando."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 12
  • "Todos os sonhos dela estavam marcados pra dali a três, cinco, dez anos. Nenhum deles valia pra agora, pro dia em questão. Me dava agonia ver alguém se preparando constantemente pra começar a viver."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 24
  • "Apenas segui o caminho natural das coisas, como me ensinaram que elas deviam acontecer. Onze anos de colégio, quatro de universidade. Fiz minha carteira de identidade, meu título de eleitor, meu cpf, abri minha própria conta no banco, fiz carteira de trabalho, registro no INSS. Aulas particulares de inglês, três anos praticando remo, carteira de motorista. Segui o roteiro à risca, desde que nasci. Com o diploma de Letras na mão, viajei dois meses pela Europa, gastando economias que tinha desde a a adolescência. Na volta, aluguei um apartamento e saí de casa. O nome disso é inércia. Qual o próximo passo? Vamos lá. Conseguir um emprego e ganhar a vida era a continuidade natural desse processo todo. Demorou mais de um ano pra eu perceber que não seria assim. (...) Todos os anos anteriores pareceram uma brincaderia idiota, e não havia nenhuma idéia que me estimulasse pro futuro."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 33
  • "Pro meu pai, eu fingia que ainda estava no jogo, mas já tinha desistido."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 34
  • "Demora muitos anos pra gente descobrir o que é estar sozinho de verdade."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 37
  • "No momento eu tinha alguém pra proteger, e isso era novo."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 45
  • "Como tudo na vida tem seu detalhe bizarro, (...)."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 48
  • "Disse isso e sorriu, e até então eu nunca tinha percebido como o riso pode ser incompreensível, como o que o aciona pode ser misterioso, e eu mesmo sorria com esse pensamento, anestesiado."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 86
  • "O que era mesmo que me causava tanta repulsa nisso tudo? Eu já tinha esquecido. Agora eram objetos inofensivos, nem bons nem maus, apenas inúteis."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 89
  • "Permanecia uma hora inteira mergulhado dentro da banheira, escutando música, até a água ficar fria. E especialmente ali, dentro d'água, eu me sentia cansado. Velho, em certo sentido. No sentido de que era tarde demais pra morrer jovem."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 91
  • "E se não dei notícias por tanto tempo foi simplesmente porque não me deu vontade."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 94
  • "Tu já pensou na morte? Mas pensar mesmo? Tu não tem que imaginar o teu caixão, ou tua cabeça esparramada num asfalto, nada disso, não é assim que se faz. Apenas imagina o mundo sem a tua presença."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 96
  • "Apesar do jeito que tu me trata me magoar às vezes, tu é a única pessoa com quem eu não me sinto sozinha."
- Fonte: Companhia das Letras, primeira edição, primeira reimpressão, página 98

Ligações externasEditar